domingo, 17 de junho de 2012

Serra repaginado


Há poucos dias a Folha publicou uma nota sobre a preocupação de José Serra (PSDB-SP) em rejuvenescer sua imagem para disputar a prefeitura de São Paulo, já que seus possíveis adversários (Haddad, Chalita, Netinho, Russomano, Paulinho, Borges D'urso) são todos praticamente uma geração mais nova:
Serra inova no guarda-roupa e mostra preocupação com imagem
... José Serra, decidiu ir às compras. Desembarcou nas lojas do bairro dos Jardins e voltou para casa com quatro calças novas, algumas camisas e a ideia de modernizar o visual.
(...)
Para combater a ideia de que seria o representante da velha política na campanha deste ano, Serra introduziu em seus discursos a palavra "inovação"...
(...)
Agora, Serra decidiu levar a inovação também para o guarda-roupas. O pré-candidato tem vestido peças diferentes das que usou na eleição presidencial de 2010...
Foi um prato cheio para um pessoal muito criativo fazer um site de humor com sugestões de visuais modernosos para repaginar o tucano. Eis alguns resultados:



Veja mais modelitos abaixo:
















































Fonte: tumbir.com/


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Operação policial busca provas sobre propinas na gestão Serra/Kassab





Uma operação policial de busca e apreensão recolheu documentos, cofre e computadores na casa e no escritório do ex-diretor da prefeitura de São Paulo, Hussain Aref Saab.

Aref foi nomeado por José Serra (PSDB-SP) em 2005 para ser o diretor responsável pela aprovação das obras, ficou no cargo até abril deste ano, quando estourou o escândalo de cobrança de propinas para licenciar obras.



Em entrevista coletiva, o promotor de Justiça Silvio Marques afirmou que há mais gente graúda envolvida além de Aref e do vereador Aurélio Miguel (PR), acusado de participação no esquema.

Uma ex-diretora financeira da Brookfield Gestão de Empreendimentos (BGE), já testemunhou declarando que a empresa pagou R$ 1,6 milhões em propinas para liberar obras irregulares nos shoppings Higienópolis e Paulista, em São Paulo.

Segundo Marques, seis testemunhas ouvidas revelaram o pagamento de propina, não apenas a Brookfield. "Estamos trabalhando com um total de 118 imóveis, pelo menos. A cada dia surgem mais informações. Não temos um balanço porque alguns cartórios não nos enviaram todas as informações que solicitamos". O promotor declarou que vários ex-diretores da empresa teriam pago propina ao ex-servidor e ao vereador. 

Link da Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/06/operacao-policial-busca-provas-sobre.html

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Na CPI do Cachoeira, Agnelo do PT, marca ponto e contraponto sobre Perillo do PSDB


Agnelo do PT marca contraponto sobre Perillo do PSDB
Agnelo do PT marca contraponto sobre Perillo do PSDB

Agnelo Queiroz diz à CPI:

"Ofereço a quebra dos meus sigilos"... "a organização aqui investigada tramou a minha derrubada"...

'a gente lá só apanha', citou o governador sobre grampo em Fernando Cavendish;
'não nomeamos nem um gari', recuperou ele sobre frase de Adalberto Araújo, o Dadá.

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), jogou no ataque diante da CPI do Cachoeira, nesta quarta-feira, e marcou posição de contraponto à do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que depôs na véspera. "Ofereço à CPI a quebra de todos os meus sigilos", disse Agnelo, referindo-se aos segredos bancário, fiscal, telefônico, de e-mail e sms. Perillo não fez a mesma proposta à CPI, mas a quebra de seus sigilos será votada em breve pela Comissão.

"Não houve qualquer favorecimento à Delta ou a Carlinhos Cachoeira no Distrito Federal", demarcou o governador. "Não fiz qualquer nomeação por indicação de Cachoeira". Em Goiás, a administração estadual conta com executivos que mantém relações de parentesco e amizade com o contraventor.

Diversamente de Perillo, Agnelo não usou seu tempo de pronunciamento inaugural na sessão da CPI para divulgar dados sobre sua administração. Ele escolheu ir direto ao ponto. "Estou aqui para reestabelecer a verdade", disse Agnelo. "A organização criminosa aqui investigada tentou derrubar o meu governo, legitimamente eleito", sustentou. O governador, em dois momentos, citou grampos da Polícia Federal sobre o araponga Adalberto Araújo, o Dadá, e o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construção. "Não nomeamos nem um gari", foi a frase de Dadá citada por Agnelo. "Ali a gente só apanha", disse o governador, citando frande de Cavendish.

Enquanto, no dia anterior, Perillo informou que criara, em mandato anterior, uma legislação em Goiás favorável à operação de jogos caça-niqueis, então administrados pela empresa Gerplan, de propriedade de Carlinhos Cachoeira, nesta quarta Agnelo registrou posição diferente. "Não houve nenhum favarecimento ao jogo no Distrito Federal", afirmou. "Pessoalmente, sou contrário à legalização do jogo. Há muitos efeitos colaterais nefastos", completou.

Agnelo lembrou, ainda, que teve um pedido de impeachmet feito contra si pelo senador Demóstenes Torres, no ano passado. Perillo reiterou que Demóstenes fez parte de seu grupo político. "Ele era o nosso candidato a prefeito de Goiânia", disse o governador de Goiás. Agnelo foi por outra linha: "Agora entendo porque Demóstenes pediu meu impeachment", disse ele, numa referência velada às ligações entre o senador e o contraventor Cachoeira.

Meu Coments: Eu que assistia o depoimento ao vivo pela Globo News e pela B News, só tenho que demarcar a "safadeza" já esperada que a Globo fez, cortar para outro evento que ainda nem tinha começado, no exato momento em que Agnelo Queiroz do PT era efusivamente aplaudido pelos membros da CPI...

terça-feira, 12 de junho de 2012

Globo declarou guerra de baixarias, a ponto de associar Perillo ao PT no JN



Na véspera do depoimento do governador tucano Marconi Perillo na CPI do Cachoeira, o Jornal Nacional da TV Globo conseguiu a façanha de não dizer, nem colocar legendas informando que ele é um governador do PSDB, em uma matéria de 2 minutos e 21 segundos.

Para piorar, o Jornal Nacional "caprichou" na baixaria e manipulação ao editar o noticiário. A notícia de Perillo foi emendada com a denúncia anterior, onde o JN gastou mais tempo (3 minutos e 8 segundos), abrindo fogo contra o PT com baixarias puras, utilizando-se de ilações sobre denúncias sobre o BNB de um ano atrás, e ainda misturou com episódios de 2005, já amplamente explorados no noticiário, e que nada tem a ver com o caso do ano passado.

Quem não acompanha o noticiário político, ao ver o bloco do telejornal é capaz de sair pensando que Perillo é filiado ao PT, quando o telejornal mostrou o trecho do telefonema onde Cachoeira negocia a venda da casa de Perillo e fala em levar o dinheiro no Palácio do governador, na véspera de passar a escritura.

A montagem do telejornal tem duas funções bem conhecidas dos marqueteiros políticos travestidos de jornalistas: abrir fogo contra o PT em ano eleitoral, confundir as duas noticias, diluindo o impacto da segunda, pois na hora em que a notícia de Perillo foi ao ar, já estava "amaciada" pela anterior. Daí a importância da ordem, na hora da edição.

O show de baixaria jornalística na manipulação foi uma verdadeiro escárnio, lembrando os tradicionais vexames da Globo, quando editou debates com os piores momentos de Lula, e do episódio da bolinha de papel que os internautas chamaram de Serra-Rojas.

Começou na revista Época, que a Globo quer usá-la para ocupar o lugar da desacreditada Veja

Na sexta-feira passada, a revista Época das organizações Globo abafou as denúncias sobre José Serra e Paulo Preto (a dita propina no Rodoanel), e foi buscar nos arquivos uma denúncia de um anos atrás do BNB (Banco do Nordeste).

Em julho de 2011 o BNB instaurou sindicância para apurar denúncias de funcionários, sobre empréstimos irregulares, feitos entre 2009 até o início de 2011. Além do afastamento de vários funcionários desde então, o banco agiu em conjunto com a CGU, Ministério Público e Polícia Federal para as apurações devidas, que estão em curso.

A parte verdadeira que a revista Época publicou, está no próprio relatório de auditoria interna do BNB, mas a revista avançou o sinal ao fazer acusações precipitadas e levianas, misturando doações de campanha oficiais de valor relativamente pequeno e compatível com o salário de funcionários do BNB, como se fossem associadas a desvio de conduta pessoal de terceiros.

A reportagem na Época ficou engavetada um ano, talvez pelos próprios editores admitirem que faltava substância na denúncia para haver interesse no noticiário nacional. Fraudes em bancos, praticados por um ou outro funcionário, inclusive em bancos privados, ocorrem de tempos em tempos, são descobertas, e os responsáveis são afastados e entregues à justiça.

Mas a revista resolveu publicar na sexta-feira, quando a campanha pré-eleitoral está em curso, e a revista não consegue esconder seu partidarismo demotucano quando cita a sigla PT quinze vezes na matéria, quase todas as vezes de forma forçosa e negativa.

O "Jornal Nacional" poderia ter repercutido no sábado, como costuma fazer com as matérias de revista que saem no fim de semana, mas preferiu esperar pela segunda-feira, quando seria obrigado a falar de Marconi Perillo (PSDB-GO), já que na terça o tucano deporá na CPI do Cachoeira.

Globo mentiu

E William Bonner ainda mentiu. Os poucos segundos em que falou sobre a versão do outro lado, citou uma nota oficial do BNB como se tivesse sido divulgada na noite de segunda, pouco antes do telejornal. A nota foi divulgada na sexta-feira, dia 8:

http://goo.gl/vL8vF
Para piorar, o JN omitiu explicações importantes da nota.

A baixaria da Globo este ano está pesada, coisa de quem está desesperado. Talvez porque jornalistas da revista Época e do próprio Jornal Nacional, também venham a ser convocados a depor na CPI do Cachoeira, uma vez que o esquema do bicheiro também usou a revista para plantar notícias do interesse da organização criminosa. Talvez porque pesquisas qualitativas indiquem que o DEM e o PSDB, braço político da emissora, estão a caminho de sofrer outra derrota nas urnas.

Eis a íntegra da nota do BNB:
Nota sobre denúncias de irregularidades em operações de crédito

A respeito de recentes notícias publicadas na imprensa sobre operações de crédito irregulares no Banco do Nordeste do Brasil, no período compreendido entre o final de 2009 ao início de 2011, esclarecemos que esta Instituição, tão logo tomou conhecimento, ainda em julho de 2011, dos primeiros indícios de irregularidades, adotou imediatamente todas as providências que a situação reclamava.

No próprio mês de julho/2011 foi instaurado o primeiro de quatro procedimentos de sindicância que se encontram em andamento, por determinação da Diretoria do Banco, com o fim de apurar todos os fatos em questão e os que foram surgindo ao longo das investigações. Estas apurações já resultaram no afastamento e demissão de vários colaboradores. Além disso, o banco passou, espontaneamente, a interagir com os órgãos de controle externo – CGU, Ministério Público e Polícia Federal - a fim de que o assunto recebesse os encaminhamentos e apurações devidos, para além daqueles levados a curso no âmbito do próprio Banco do Nordeste.

As próprias informações divulgadas pela imprensa são provenientes de relatório de auditoria interna do Banco, o que confirma a adoção de providências tempestivas pela instituição já há quase um ano.

Importante observar que nos anos de 2010 e 2011, o Banco do Nordeste contratou a quantidade de 5,8 milhões de operações de crédito, sendo que as irregularidades envolveram operações contratadas por 24 clientes deste universo. Inobstante, foram aprovados pela Diretoria, e imediatamente implementados, diversos aperfeiçoamentos nos processos de crédito, com vistas a mitigar os riscos da ocorrência de novos eventos da espécie.

Por fim, informamos que todas as decisões relacionadas à concessão de crédito no âmbito do Banco do Nordeste são tomadas, exclusivamente, por meio de critérios técnicos e de forma colegiada, existindo, para tanto, diversos comitês na estrutura de governança corporativa do Banco.

Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/06/globo-declarou-guerra-de-baixarias.html