sábado, 14 de abril de 2012

Lula de volta aos braços do povo



Hoje o presidente Lula retornou aos braços do povo, na inauguração do primeiro Centro Educacional Unificado (CEU) de São Bernardo do Campo, que tem o nome de Regina Rocco Casa, em homenagem à mãe da D. Marisa Letícia.

Lula agradeceu à homenagem prestada pelo prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, e falou que “a mãe da Marisa, como tantas outras mães, são daquelas figuras anônimas que ajudaram a construir São Bernardo do Campo”.

A presidenta Dilma também foi lembrada. Lula disse que ela estaria no evento não fosse a viagem à Colômbia para participar da Cúpula das Américas, e completou: “Eu acho que a Dilma é outra coisa boa que aconteceu pro país ... Assim como eu provei que não precisa de uma pilha de diploma para governar e saber cuidar de pobre, a Dilma vai provar que a mulher não tem nada de inferior ao homem”.

Lula, que ainda faz exercícios de fonoaudiologia para a voz, disse esperar, em 15 ou 20 dias, estar liberado para se dirigir aos companheiros e companheiras de todo Brasil e ”ajudar o nosso partido a continuar crescendo e elegendo pessoas como o Marinho, como o Fernando Haddad, como o Oswaldo, como o Mário Reali, como Grana, e como tantos que nós temos que eleger no Brasil inteiro”.
A senadora Marta Suplicy (PT), que lançou o programa dos CEU's quando foi prefeita São Paulo, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, Lula, D. Mariza, o ex-ministro da educação Fernando Haddad com a esposa.

Capa sem-vergonha da Veja joga fumaça para abafar CPI do Cachoeira e da Privataria Tucana



Êta capinha sem-vergonha essa da revista Veja!

Haja cara-de-pau! É a revista que está fazendo cortina de fumaça para abafar seu próprio rolo com a organização criminosa de Carlinhos Cachoeira.

Quer dizer que se depender da revista não se pode apurar mais corrupção nenhuma no Brasil, pois o monopólio do noticiário tem que ser só o surrado "mensalão"?

A revista Veja quer passar mais 20 anos com a notícia de uma nota só do "mensalão" para abafar a CPI do Cachoeira, a CPI da Privataria Tucana, e todo tipo de corrupção tucana e da própria imprensa corrupta, até prescrever seus crimes.

Quando pensamos que a revistinha iria trazer na capa pelo menos a "novela Agnelo" que o Jornal Nacional vem dramatizando para intimidar o PT... mas nem isso ela teve coragem, porque afinal acabaria reforçando a necessidade de uma CPI para esclarecer tudo sobre os tentáculos de Carlinhos Cachoeira.

Essa capa é uma vergonha perante seus próprios fãs que tem mais de dois neurônios, pois mostra confissão de culpa de estar enrolada até o pescoço com a quadrilha de Cachoeira, e ainda se acovarda perante seus fãs demotucanos ao fugir da briga, não atacando petistas na CPI do Cachoeira.

Aliás, republicar notícia de 2005, só reforça a idéia de que a revista ficou acéfala em seu denuncismo, com a prisão do pauteiros Carlinhos Cachoeira, e dos arapongos sargento Dadá e Jairo Martins.

A única explicação para essa capa sem-vergonha é DESESPERO!

Quem tem medo da verdade sobre o "mensalão"?

- O fato jornalístico novo no "mensalão" são as declarações do ex-prefeito de Anápolis Ernani de Paula. Vejam bem que são declarações de quem tinha a mulher como suplente do senador Demóstenes Torres, portanto conhecedor dos bastidores das articulações políticas goianas. O que justifica a velha imprensa ter dado tanta ênfase à entrevista de Roberto Jefferson quando inventou o termo "mensalão", e nenhuma ênfase na entrevista de Ernani de Paula, que revela as origens do grampo nos correios?




Detalhe: Ernani de Paula não é nenhum petista. Além de ex-correligionário de Demóstenes, foi  sócio do ex-ministro tucano de FHC, Pimenta da Veira, teve uma fazenda usada como locação para novela da TV Globo, e foi amigo de juventude de Aécio Neves, inclusive já dividiram apartamento em Belo Horizonte, quando Tancredo foi governador de Minas.

- A entrevista de Ernani de Paula não "mela" propriamente o mensalão, mas traz fatos novos que todo o mundo jornalístico tem obrigação de se interessar para esclarecer a verdade. A entrevista, obviamente não apaga a existência de Marcos Valério da história, mas traz fatos novos das tramas e tramóias políticas. Por que ter medo de descobrir a verdade? Por que desmascara tucanos e veículos da imprensa.

- O "mensalão" não precisa "melar". Ele já está melado de nascença. Ali construiu-se um enredo que não existe. Pegou-se diversos ilícitos soltos de diversos políticos, inclusive o valerioduto que era "pau para toda obra" de caixa-2 de campanha, dinheiro de Daniel Dantas e outras coisitas mais, inclusive tucanas em sua maioria, e jogaram tudo num balaio só como se fosse um inexistente sistema único de compra de votos parlamentares. É como se pegasse vários delitos de políticos do PSDB e denunciasse Sergio Guerra, Aécio Neves, FHC, José Serra, Geraldo Alckmin por formação de quadrilha.

- O "mensalão" já passou pela CPI dos Correios e dos Bingos, processos nos Conselhos de Ética, devassa da Polícia Federal, CGU, Receita Federal, já foi denunciado pelo Procurador-Geral da República e o processo já está correndo no STF e será julgado. Já teve milhares de reportagens e "reporcagens" a respeito, e terão outras, sim, inclusive tendo que admitir a inocência de quem sairá inocentado. Mas noticiar isso não impede ninguém de noticiar nem de abrir CPI do Cachoeira, da Privataria Tucana, das propinas na Suíça para da Alstom e Siemens para tucanos paulistas, de noticiar o mensalão do Eduardo Azeredo (do PSDB mineiro), etc.

- A não ser os demotucanos e o PIG (*) com interesses eleitoreiros na urgência em julgar o "mensalão" em ano eleitoral para produzir manchetes a serem exibidas no horário eleitoral gratuito, há muito mais urgência de interesse público (inclusive para reaver bilhões desviados) em cobrar do STF a reabertura dos processos da operação Satiagraha, da Castelo de Areia, das propinas da Alstom e Siemens para tucanos paulistas, de apurar as roubalheiras na Privataria Tucana, coisas que nuncas sofreram uma devassa, pelo contrário, fazem tudo para abafar, ao contrário do que ocorreu com o "mensalão".

(*) PIG: Partido da Imprensa Golpista.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O gosto do próprio veneno



Provarão do próprio veneno?!Provarão do próprio veneno?!
As manchetes dos jornalões dizem tudo, deixam escancarada a tática para abafar ou tumultuar o maior escândalo de corrupção já visto na história recente do país, por envolver um senador da República. O plano que está sendo levado em ação é tão simples que parece ter sido improvisado - se não há mais jeito, se as provas contra o nosso querido Demóstenes são incontestes, vamos tentar implicar quem a gente puder, mas principalmente quem é da base do governo, na sujeira espalhada por Carlinhos Cachoeira.

E assim fazendo, vale tudo, qualquer trecho de conversa entre uma autoridade e pessoas ligadas ao esquema criminoso, nem que seja o mais inocente bom dia.

O que importa é o título da matéria: "Gravação da PF revela que fulano está implicado com esquema de Cachoeira".

Notem bem o uso das palavras. São todas fortes, para não deixar dúvida de que a bobagem que vem a seguir no texto é algo sério, comprometedor, definitivo. "Gravação", "PF", "esquema"...

Com o mínimo de competência, o redator transforma qualquer notícia idiota e despretenciosa numa bomba.

Atira-se para todos os lados, de todos os jeitos, com a intenção de fazer o maior número de vítimas, para desviar o fogo do alvo principal.

É uma estratégia desesperada, de quem foi pego de surpresa na ilicitude.

E, pior, revela que todos esses arautos da moralidade - a imprensa, obviamente, incluída - no fundo não querem que nada mude no país, preferem mesmo que ele continue sendo terrenos fértil para o cultivo da corrupção, entre tantos outros males.
Se estivessem mesmo dispostos a combater essa praga, como vivem apregoando, teriam, neste momento, uma atitude muito mais séria, muito mais responsável.

Em vez disso, preferem usar o velho expediente de acusar sem provas e condenar sem  julgamento as pessoas que elegem como inimigas.

É o assassinato de reputações, tão execrável quanto o verdadeiro.

Esse indivíduos se esquecem, porém, de um detalhe trivial: ao agir desse modo estão validando uma guerra sem regras, e assim o fazendo, dão permissão a seus inimigos para se valer das mesmas armas contra eles.

A vida está cheia de exemplos disso. Demóstenes foi apenas um a mais que experimentou o seu próprio veneno. Outros, com tanta ou maior eloquência, com tanto ou superior desprezo pelo antagonista, com tanta ou maior arrogância, com tantas ou até mais fortes frases de efeito que se tornam sentenças condentaórias, certamente também serão, um dia, pegos na mentira.

E aí, terão de se calar, de enfiar o rabo entre as pernas, e sair de cena, mudinhos.

Crônicas do Motta
Eu espero sinceramente que não apenas a Veja e os jornalões sejam pegos na mentira, como principalmente a Globo... O que estão fazendo nos telejornais beira o ridículo, numa tentativa de envolver o governador Agnelo Queiroz de Brasília, com base em nada com coisa nenhuma... É esperar pra ver, a CPMI vem aí!!!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

PT x PSDB (LULA x FHC): Quem é quem na apuração de resultados?




Depois de um debate acalorado no Facebook com o "fake" Ladislau C. Javinsky (que deve ser o Farinha) e ter que aturar mais dois cidadãos de carne e osso - Rodrigo Stultz e o Dr. Elvio Leonardi, afirmando que o Lula só "surfou" nas conquistas perpetradas pelo FHC e na maré montante da economia mundial, tive que levantar alguns dados para contrapor essa tese que, sinceramente, nunca me convenceu.

Se for para falar de crises, temos que levar em conta o Tsunami de 2008 - que aqui no Brasil foi uma marolinha por conta das ações tomadas pelo governo Lula, e obviamente teremos que ainda que apurar como foi a "herança maldita" legada pelo governo do PSDB ao governo PeTista em 2003.

Uma herança tão indesejável, diga-se de passagem, que nem mesmo o candidato Serra logrou defender.

Mas para evitar dúvidas sobre isso, nada como apresentar dados concretos e indiscutíveis sobre as diferenças de política econômica e ações administrativas implementadas pelos dois governos e os resultados obtidos... Aí vai a "tabelinha" extraída do estudo “Economia Brasileira em Perspectiva” – 14ª Edição Especial - de fevereiro de 2002, produzido pelo Ministério da Fazenda, portanto, números oficiais.

Veja e analise a "tabelinha comparativa" abaixo, as conclusões são por sua conta:

PIB


2002 – US$ 500 bilhões

2012 – US$ 2,6 trilhões, o que faz do Brasil a SEXTA economia do Mundo

PIB per capita

2002 – US$ 2,8 mi

2012 – US$ 13,3 mi

Obs: em ambos os casos o PIB Brasil se multiplicou por cinco.

Produção de automóveis

2002 – 1,8 milhão de unidades

20111- 3,4 milhões de unidades

Obs: O que faz do Brasil o sexto maior produtor mundial

Safra de grãos

2002 – 96,8 milhões de toneladas

2011 – 163 milhões

Obs: Campeão mundial na produção de cana e vice campeão mundial na produção de soja

Taxa de investimento sobre o PIB

2002 – 16, 4%

2012 – 20,8%

Investimento Estrangeiro Direto

2002 – US$ 16,5 milhões

2011 – US$ 66,6 bilhões

Obs: 4º Lugar no mundo em ingressos de IED

Inflação – IPCA

2002 – 12,5%

2012 – 4,7%

Desemprego

2002 – 12,9%

2011 – 4,7

OBS: Entre 2002 e 2011 o governo Lula criou 18 milhões de postos de trabalho

Formalização do trabalho

2002 – 45,5%

2011 – 53,2%

Salário Mínimo nominal

2002 – R$ 200

2012 – R$ 622

Obs: Ganho real: 66%

Coeficiente de Gini, que mede a desigualdade de renda (quanto mais perto de 1, pior)

2002 – 0,589

2011 – 0,541

Obs: Queda de 8,9%

Taxa de pobreza (Classe “E” no total da população)

2002 – 26,7%

2012 – 12,8%

Classe C sobre total da população

2002 – 37%

2012 – 50%

Número de matrículas no ensino profissional

2002 – 565 mil

2012 – 924 mil

Percentual da força de trabalho com 11 anos ou mais de estudo

2002 – 44,7%

2012 – 60,5%

Bolsas de Mestrado e Doutorado no Capes e CNPq

2002 – 35 mil

2010 – 74 mil

Em fase de implementaçãoaté o início de 2013 – 105 mil

Títulos em doutorado

2002 – 6.894

2012 – 13.304

Dívida externa

2002 – US$ 165 bilhões

2011 – US$ – 79,1 bilhões

Reservas Internacionais

2oo2 – US$ 36 bilhões

2012 – US$ 353 bilhões

Exportações

2002 – US$ 60 bilhões

2011 – US$ 256 bilhões

Juros – taxa Selic

2002 – 25% aa

2012 (31 janeiro) – 10,50% (Março) - 9,75% / provavelmente 8% até o final do ano.

Taxa que o Brasil paga em título vendido no exterior

2002 – 12,6% aa

Janeiro de  2012 – 3,5% aa

Dívida do setor público sobre o PIB

2002 – 60,4%

2012 – 36,9%

% da dívida indexada à taxa de cambio

2002 – 45,83%

dez 2011 – 21,89

Despesas de pessoal

2002 – 4,8% do PIB

2012 – 4,4% do PIB

Obs: esse último dado é para calar a boca de qualquer PSDbista que venha com o papo de choque de gestão...


Será que agora eles entenderam Dilma?!Será que agora eles entenderam Dilma?!

Então é isso! Viva o PT!!!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Privataria da TV Cultura. O desmanche de um patrimônio público bem ao estilo do PSDB.



Dossiê: O desmonte da Fundação Padre Anchieta e da TV Cultura
BLOG DO ROVAI - Via Ronaldo livreiro



Na terça-feira passada (3/4) aproximadamente 150 pessoas estiveram Sindicato dos Engenheiros para participar de um ato contra a privataria na TV Cultura, que tem como símbolo maior a doação de um espaço público para um grupo de mídia privado, no caso o jornal Folha de S. Paulo.

Entre outros, estiveram no evento o economista Luis Gonzaga Belluzzo, do Conselho Curador da TV, o jornalista Luis Nassif, que trabalhou por um bom tempo na Cultura, e o ex-professor da USP, Lalo Leal Filho, também ex-funcionário da emissora.

Os deputados estaduais Simão Pedro (PT), Carlos Gianazzi (PSoL) e Leci Brandão (PCdoB) também compareceram. Na ocasião, Beluzzo solicitou que os deputados convocassem uma audiência pública para discutir o desmonte nas rádio e TV Cultura e este blogueiro somou a essa sugestão a de que os deputados já entrassem com um pedido de CPI, porque há muitas suspeitas de que a Fundação esteja sendo utilizada para fins privados. Ali no calor da hora, os três deputados presentes afirmaram que assinariam o pedido de CPI. Que assim seja. Porque há indícios de que há muito a ser investigado em relação que está sendo realizado na Fundação Padre Anchieta pelas últimas gestões tucanas.

João Brant, do Intervozes, me enviou um dossiê que construiu colaborativamente com ex-funcionários, ex-colaboradores e pessoas que estão atentas ao que está ocorrendo por lá. Alguns trechos são bastante reveladores do desmonte da Fundação.

Trechos do Dossiê:

Mais de mil demitidos
Desde o início da gestão João Sayad, a TV Cultura encolheu drasticamente. Foram mais de mil demitidos, entre celetistas e PJs. Um processo de seleção “pública” foi desenvolvido para a regularização de poucos funcionários. A maioria foi desligada com o fim de programas e dos contratos de prestação de serviços.

Sayad e a privatização
A gestão do presidente João Sayad, do vice-presidente de conteúdo Fernando Vieira de Melo e do vice-presidente administrativo Ronaldo Bianchi caminhou às escuras para dilapidar o patrimônio público. Sayad optou por transformar a TV Cultura em uma mera exibidora. Cancelou e/ou deixou de renovar contratos de prestação de serviço (TV Justiça, Assembléia de São Paulo, etc), acabou com diversos programas da grade e implantou um projeto de demissões em massa.

Em conversas com seu staff, João Sayad já comentou que a TV Cultura deveria caber apenas de um andar de um prédio comercial diante do planejamento que implantou. O que se vê é um processo de “privatização” das funções da FPA na comunicação pública. E não se pode descartar também a “estatização” e a “partidarização” destas mesmas funções públicas.

Erros de gestão na TV
Roda Viva – Na reformulação do programa de debates e entrevistas, Marília Gabriela assumiu o posto de condutora da atração. A transformação, no entanto, foi mais profunda, resultando na completa desfiguração do programa. Um ano após a mudança, a direção da emissora recuou e restabeleceu o formato original.

Jornal da Cultura – Com o excesso de demissões e o sucateamento da estrutura técnica, o jornalístico perdeu a força das reportagens, que praticamente deixaram de ser exibidas. No ar, a âncora Maria Cristina Poli, divide a bancada com um time de comentaristas que se reveza para colher os louros do traço no Ibope.

Metrópolis – Além de ter sido jogado para o final de noite, o programa também sofreu uma completa desestruturação. E esta é a segunda reformulação do programa dentro da gestão Sayad. Cadão Volpato foi contratado e demitido na mesma gestão. Hoje, o programa exibe pouquíssimas reportagens, há anos não possui capacidade técnica para links ao vivo e acabou se limitando a um talk-show de temas culturais.

Música Clássica – Perdeu espaço na grade de programação. A gravação de concertos de orquestras brasileira passou a ser feito com menor regularidade. Em vez de exibir material novo, atualmente aposta em muitas reprises e na veiculação de produções estrangeiras.

TV Justiça e TV Assembleia – Terminar com os contratos de prestação de serviços não só cortou receitas para a FPA como acelerou o processo de transformação da emissora em mera exibidora. Demissões foram feitas as centenas com o fim deste contrato. Os valores e o conteúdo dos acordos nunca foram apresentados publicamente.

Teatro Franco Zampari – A gestão Sayad pretende doar o Teatro Franco Zampari, onde são gravados vários programas da TV Cultura. O objetivo é desfazer do patrimônio sob o argumento de que a estrutura é onerosa. As negociações estão em estado avançado com a Associação Paulista de Amigos da Arte (APAA).

Carnaval 2012 – A transmissão de 9 horas do Carnaval 2012 de São Paulo é um case importante desta fase da FPA. A negociação dos direitos de transmissão com o SBT e Globo foram suspeitas. A TV Cultura disponibilizou equipamentos e equipes para a transmissão do Grupo de Acesso e do Desfile das Campeãs, mas só transmitiu o primeiro. O Desfile das Campeãs ficou de presente para o SBT, incluindo a operação e o uso de equipamentos da FPA. Os valores da negociação não foram divulgados.

Portal Cmais – Lançado com alarde pela atual gestão, o portal tem uma produção ínfima e extremamente dependente das equipes já sobrecarregadas dos programas. A carente infra-estrutura de TI o deixa fora do ar frequentemente. E a equipe reduzida de funcionários propicia erros crassos, como a transmissão por horas do streamming de vídeo do SBT no lugar da programação ao vivo da própria TV Cultura (dia 29 de fevereiro).

Acordo com a Folha de S. Paulo
O acordo com a Folha de S.Paulo expôs a “privatização” da TV e a simpatia política do governo com este veículo. Se, de acordo com Artigo 22º, Inciso 6º, do Estatuto da Fundação Padre Anchieta, o Conselho Curador “deve aprovar a celebração de convênios ou acordos com órgãos ou instituições públicas ou privadas, concernentes à programação”, a dúvida que fica é: esse acordo, redigido e formalizado, foi aprovado pelo Conselho? Por que não foi divulgado? Quais os valores envolvidos na negociação? Os conselheiros precisam publicizar essas informações.

Rádio Cultura Brasil
É a rádio de música brasileira da FPA, transmitida em AM. É de conhecimento de todos a importância cultural e educativa do trabalho realizado na emissora. Da seriedade da produção com a pesquisa à informação jornalística transmitida aos ouvintes. A equipe de produção foi achatada na atual gestão com fechamento de vagas e com demissões. Em abril de 2012, a equipe foi reduzida a cinco apresentadores, um diretor de programas, um assistente, três jornalistas e cinco estagiários. A equipe técnica também sofreu cortes e acumula as operações da rádio AM e da Rádio Cultura FM (música erudita).

Todos os funcionários trabalham mais horas do que as contratadas. Alguns programas gravados da Rádio Cultura Brasil (AM) são produzidos por funcionários da Cultura FM e vice-versa. Não existem mais programas gravados na Rádio Cultura Brasil, com exceção aos retransmitidos – o do produtor e pesquisador Solano Ribeiro (A Nova Música do Brasil) e o Reggae de Bamba (Jai Mahal). A programação musical é reprisada à exaustão e os programas ao vivo não têm mais entrevistas no estúdio com a presença do convidado. São usadas apenas entrevistas por telefone (com exceção ao programa Cultura Livre, que tem interesse da TV, mas cuja produção em vídeo também está paralisada).

A Rádio Cultura Brasil tem problemas técnicos de irradiação do sinal há pelo menos 20 anos. A única tentativa de solucionar esta questão foi na gestão de Marcos Mendonça. Contudo, a escolha de uma aparelhagem inadequada tirou o sinal das regiões nas quais a emissora era tradicionalmente ouvida e ampliou-se em duas regiões onde a rádio não chegava. Sem qualquer divulgação ou campanha, houve perda de audiência.

Nem a iniciativa do lançamento do Portal Cultura Brasil (muito pertinente em tempos de convergência digital) vingou. A proposta inicial de reunir todo o conteúdo musical da Rádio Cultura Brasil, da Cultura FM e dos programas musicais da TV Cultura não mais funciona regularmente. Hoje, o abastecimento de conteúdo do site é quase nulo.

A crise do falso Moralismo da velha UDN


A UDN, os seus filhos e a sua falsa moral.

Magalhães Pinto e Demóstenes. Filhos da mesma chocadeira.


Mais uma vez os fatos incontestes desmontam e desmascaram o discurso “moralista” da velha UDN trasvestida hoje de DEM.

O caso do Senador paladino da ética e da moralidade, Demóstenes Torres, que na verdade era um prestador de serviços para o bicheiro e nada republicano Carlinhos Cachoeira, desvenda os sustentáculos da política com o crime.

Indubitavelmente, o Senador assim como o seu partido, o DEM, que não tem nada de reserva moral, se olvidaram do venho ditado que diz “Quem tem moral não arrosta. Quem tem ética não faz disso marketing. Quem tem, tem. É apenas uma obrigação de caráter.”

Demóstenes Torres neste episódio que mais uma vez macula a imagem do Parlamento Brasileiro, é mais um adepto daqueles que se utilizam da política para se locupletarem financeiramente das benesses que o poder pode proporcionar.

Aliás, a crise que desmascara a velha UDN se alastrou como praga para inúmeros partidos brasileiros, posturas éticas, comportamentos republicados, biografias ilibadas, entre outros princípios que deveriam nortear o comportamento político são hoje peças incomuns.

Vale lembrar que o DNA desta agremiação partidária tem sua origem na mais perversa historia politica de nosso país.

São eles, a velha UDN, que camaleonicamente se transfigurou no PDS do velho Paulo Maluf, “amigo íntimo” das práticas mais elementares da malversação do dinheiro público, hoje integrante da lista de procurados da Interpol que usa das prerrogativas da imunidade parlamentar para não ser preso.

Assim como na transformação do PDS - partido dos generais golpistas - para o PFL de tão vasta lista de usurpadores da república que tinha como seus baluartes figuras como o velho Antonio Carlos Magalhães, o coronel da Bahia, Jorge Bornhausen, saudosista dos porões da ditadura, Roseane Sarney imperadora do Maranhão e Manu tentadora da miséria daquele povo, entre outras figuras de tão sorumbática lembrança nos traz.

Hoje sob a falsa roupagem de democratas, a velha UDN que virou PDS, transformou-se em PFL e se apresenta hoje como DEM tem um discurso controverso de seus quadros e de suas biografias.

Afinal, o senador Demóstenes Torres é fruto de seu meio aliado de Marconi Perillo governador de Goiás pelo sempre prestativo PSDB, matriz e locador costumas do DEM e tem e sua ficha corrida as mais variáveis denuncias de corrupção.

Como também tem em seu partido figuras como Agripino Maia, ACM-Neto, Ronaldo Caiado , Cesar Maia entre outros.

Afinal, todas as raposas chefiando galinheiros.

Como não há condições moral de se acreditar no DEM que pediu a saída do Senador que atendeu de pronto para não ser mais envolvido no caso como já foi, cabe à justiça processar e condenar o paladino da hipocrisia.

Entretanto, acho muito difícil que este senhor pare na cadeia, lugar que deveria ser habitat normal daqueles que praticam crimes, mas, como se trata de um Senador da República, dificilmente nossa sociedade terá essa oportunidade de ver a impunidade contrariada.

Contudo, temos pelo menos o gosto de vermos, mais uma vez, a máscara da velha UDN ser despida.

Henrique Matthiesen 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Uma decisão político/administrativa histórica do governo Dilma


Uma coisa considerada impossível até a pouco tempo começam a acontecer neste País, o Governo Dilma (PT) acaba de promover uma espetacular redução nos juros dos bancos públicos. É uma decisão político/administrativa histórica que vai forçar a concorrência a amenizar a "agiotagem" generalizada patrocinada pelos bancos comerciais.

A intenção com essa redução é estimular a economia e retomar o crescimento num ritmo mais forte, superando o atual cenário de crise internacional.

Banco do Brasil, Bom pra Todos.


O Banco do Brasil anunciou o BOMPRATODOS, conjunto de medidas que promoverá a redução das taxas de juros das principais linhas de crédito para pessoas físicas e micro e pequenas empresas.

CAIXA - Melhor Crédito.




A CAIXA tem uma importante notícia para todos os brasileiros: é o programa CAIXA Melhor Crédito. Trata-se de um corte histórico na taxa de juros. Se a CAIXA já oferecia as melhores condições para empréstimo pessoal, cartão de crédito, consignado, as novas taxas vão surpreender ainda mais. Ao promover esta redução drástica de juros, a CAIXA quer oferecer mais oportunidades de crescimento e um Brasil melhor para todos.

Nesta segunda, a Caixa Econômica Federal reabriu oferecendo pacotes inéditos para clientes vindos de outros bancos e taxas de cheque especial que começam em 1,35% ao mês — há duas semanas, a média era 8,01%.

O Banco do Brasil também entrou nessa batalha e apesar de ser de forma menos ousada, os resultados serão otimizados pois o  BB  é o maior banco brasileiro.

De qualquer forma, já se sabe que o jogo vai ser pesado: a Caixa distribuirá aos correntistas de bancos privados formulários para “migração” da conta-salário.

E mais: oferecerá linha de financiamento chamada “Crédito Azul”, pela qual o cliente poderá quitar a “dívida cara” na concorrência e se refinanciar com juros menores no banco estatal.

Trata-se de uma medida coerente com o pacote de 60 bilhões de estímulo à industria — e essencial num país que possui as mais altas taxas de juros do mundo.

Numa excelente postagem - A grande jogada administrativa e política do governo Dilma - Eduardo Guimarães afirma que a gritaria dos bancos privados, através da mídia e de seus comentaristas e analistas econômicos de plantão é injusta e ridícula.

Basta analisarmos alguns resultados do setor econômico, entre 2004 e 2010, para constatarmos que sua margem líquida deu um salto. Passou de 20,5% para 32,7%.É um crescimento superior a 50% em seis anos. Nenhuma outra atividade econômica legal alcançou ganhos tão grandes.

Agora, obrigados a se ajustar a um mercado que se tornou mais competitivo, os bancos privados reclamam. Abandonam o velho discurso a favor da livre concorrencia, da competição, do mercado, e querem ajuda do governo.

É mole? Pedem redução de impostos. Querem mais garantias contra clientes inadimplentes.

Bobagem. O que eles querem é manter uma lucratividade que só se explica pelo juro altíssimo — como os próprios banqueiros admitem em conversas reservadas — e também pelo monopólio do mercado.

Enfim, ameaçados de perder numa ponta, querem compensar na outra.

Não compreendem que a sociedade mantém os bancos para que possam ajudá-la a crescer, desenvolver-se, criar empregos. Não é para administrar a riqueza de todos em proveito de poucos.

A queda nos juros é uma ideia ótima para o país, que precisa de juros menores para manter o crescimento. Essa é a discussão que interessa aos cidadãos!