domingo, 15 de abril de 2012

Jornalistas serão convocados pela CPI


Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

Nenhum dos envolvidos com o bicheiro — ou, se preferirem, com o “empresário do ramo de jogos” — Carlinhos Cachoeira deve escapar da investigação da CPI que, tudo indica, será criada na semana que vem no Congresso para se debruçar sobre os desdobramentos da operação Monte Carlo, da Polícia Federal.
A opinião é do deputado Fernando Ferro (PT-PE), que foi o criador do famoso PIG, o Partido da Imprensa Golpista, para se referir a grupos de mídia que se engajaram em campanhas contra o governo do ex-presidente Lula, algumas delas baseadas em fiapos de informação, quando não em fantasias.

Sobre a ênfase dada nas últimas horas às suspeitas em torno do governador de Brasília, Agnelo Queiroz, do PT, o deputado negou que deva ser motivo para o partido desistir de investigar:

“Não, de forma alguma, é motivo para investigar e esclarecer. E nós não podemos aceitar acusações simplesmente como tentativa de desviar o foco, uma vez que o centro desta corrupção está no DEM, está aí nos setores da mídia que participou desse esquema de escândalo e faz parte da articulação do Cachoeira. Se tiver alguém do PT envolvido nisso, na investigação vai aparecer. E aí não tem motivo para ter medo. Se tiver culpa eu sinto muito, a nossa posição tem de ser esclarecer, isso é em benefício da democracia, do próprio partido e da política limpa. Eu me recuso a aceitar acusações sem ter investigação, me recuso a não fazer a investigação, que aí é o pior dos mundos”.

Sobre a convocação de jornalistas ou de empresas jornalísticas:

“Eu acho que todos aqueles que tiverem vinculação ou qualquer contato que de alguma maneira o comprometa no processo de investigação da operação Monte Carlo, ele deve ser ouvido e trazer esclarecimentos. É incompreensível que um jornalista tenha 200 ligações para Carlinhos Cachoeira e de repente ele vai dizer que não tem nada a ver com essa onda de acusações, de arapongagem, de denúncias e de envolvimento com esse crime organizado. Não teve nada… Acho que tem que ter… obrigatoriamente esclarecer, até para o bem da autoridade jornalística e para a reputação deste orgão de imprensa mais do que ninguém deve ter interesse em esclarecer essas relações”.

O medo da Revista Veja (2)











A capa da Veja que está chegando poderia ser esta:

Re: O medo da Veja (3)



Por Juriti do Cerrado
Pensei que a Veja viesse com o assunto "Delta Construções" para esconder seus próprios podres. Ao que tudo indica, o Demóstenes Torres, garoto de recado de Cachoeira,  optou pelo "mensalão", por sinal uma cria do trio Veja-Demóstenes-Cachoeira.
Realmente chega a ser divertido ver o crime organizado se movendo para livrar o Poderoso Chefão, no momento num presídio de segurança máxima.
É caso de estudo, de livros e tudo mais sobre o crime organizado no Brasil, em nenhum outro lugar do mundo a máfia foi tão longe, a ponto de quase derrubar o presidente da República com a farsa do mensalão.
Até as areias do mar sabem que Demóstenes Torres foi a fonte da Veja desta semana, enfim, o esquemão do Cachoeirão não foi desbaratado e dificilmente o será,  no máximo os capos substituirão a conhecida rede de arapongas por gente como Demóstenes e outros que não podem ser investigados pela polícia, como por exemplo advogados bandidos, beneficiados por uma lei proposta pela máfia.
"A Delta negou ter feito doação para a campanha de Agnelo e declarou que o presidente do conselho de administração da empresa, Fernando Cavendish Soares, não conhece o governador e nem se reuniu com ele.
Marcelo Lopes declarou que não tem envolvimento com o jogo do bicho.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, disse que pediu que a Polícia Federal apure a origem do vazamento de informações sobre a operação Monte Carlo e negou que o vazamento tenha partido da polícia."
E falando em máfia, eles se deram mal dias atrás. Na Itália, não no Brasil, claro, por aqui os mafiosos tem a imprensa no bolso, quer dizer, a própria imprensa faz parte do crime organizado.
Sobre prisão de seus congêneres na Itália, deu no JN no dia 19/3/12, já os mafiosos daqui, cuja rede é bem mais ampla e cometeram crimes parecidos e até mais graves, continuam com seu esquema intacto:
"Na Itália, a polícia prendeu 50 acusados de associação mafiosa, lavagem de dinheiro e corrupção. Entre eles, 16 juízes que teriam dado sentenças favoráveis aos chefes da Camorra, a máfia que atua na região de Nápoles. Também foram apreendidos bens no valor aproximado de R$ 2,5 bilhões."


É incrível e desonesto esta capa da "Veja", bem como inúmeras matérias em afins da grande imprensa.
A CPI de mensalão já foi concluído e o processo pelo STF está em fase final de julgamento.
Que diferença faz se , como vai ser desvendado, se o "mensalão" partiu de um conluio da "Veja", com Demóstenes e etc?
O medo do desmascaramento do seu envolvimento em várias tentativas de desestabilização do governo e imenso, e o corporativismo, no mínimo, dos outros veículos faz com que tentem enganar a quem, se não seus próprios leitores? Eles merecem.
Querem chamar os seus leitores de "aloprados"?


É caso pra se rir. Mas também é caso de repousar a cabeça sobre as mãos e pensar no ponto do absurdo a que se chegou. Este movimento estava sendo ensaiado ao longo da última semana: matérias tratando de Cachoeira isoladamente, da Delta como empresa que presta serviços para o PAC, um senador Demóstenes aparecendo pequenininho como "mais um" que caiu na rede do bicheiro. O nome da presidenta surgindo em contextos que não se relacionavam com a matéria. O nome de Demóstenes minguando em certos órgãos de imprensa. O de Agnelo Queiroz vindo à tona. Que mais? Matérias dizendo que a CPI, que tem Demóstenes no centro das questões, seria, na verdade, um revanchismo orquestrado por Lula e pelo grupo petista ligado ao Zé Dirceu contra a digníssima revista que denunciou o mensalão. E agora, esta capa, a cereja do bolo! E a isto querem que uma parte da sociedade acredite se tratar de pura e simples liberdade de imprensa.
A cortina de fumaça existe sim.  Mas não do jeito que esta capa nos quer fazer ver. Uma qualidade ela tem: a auto-ironia.
Me pergunto o escândalo nacional que seria se, num estado governado por um adversário político, num estado onde um réu que mantinha relações com um senador deste mesmo estado, que também exercia influência sobre a polícia militar e sobre altos representantes do judiciário, se neste estado, a Revista Veja fosse, inexplicavelmente, tirada de circulação. Não é preciso muita imaginação para acreditar que, antes mesmo de apurar qualquer fato e qualquer suspeita, um enorme arsenal de imprensa seria colocado em ação para defender a liberdade de imprensa, um alarde seria criado para informar aos brasileiros que o partido político em questão é uma verdadeira máfia que pretende instituir práticas violentas e autoritárias, que pretende banir a imprensa livre. O espetáculo da demonização seria bem previsível. No entanto, tudo isso aconteceu na realidade. Mas como a revista era a Carta Capital, como o governador era do PSDB, como o senador era (e, neste caso, literalmente era) do DEM, o fato foi considerado irrelevante, indigno de uma pequena nota, muito menos de uma ação solidária por parte dos defensores da liberdade de imprensa. Palavras como censura, máfia, autoritarismo, corrupção, escândalo, entre outras não servem se não puderem, em lugar de descrever fatos, atacar desafetos políticos.
Por Rafael Wuthrich

É simplesmente inacreditável isso. Não é só ridículo: é uma afronta à nossa inteligência. Ora, vamos pensar pelo lado prático: o famoso Mensalão, existente ou não, já foi investigado e logo será julgado. O STF tem tudo em mãos. Mas e os escândalos de agora? Não serão sequer discutidos?

Me surpreende não a defesa incondicional desses bandidos, o que aliás já era esperado, mas o esforço de se requentar uma situação que já está em curso de ser resolvida. Um dos nossos companheiros colocou um comentário perfeito aqui: se fosse para fazer isso, o melhor era ter ligado a Delta a Agnelo e a Sergio Cabra e feito matéria de capa os ligando a Cachoeira - mesmo sendo inverossímil, assim como as 6 ligações de Protogenes (Policarpo teve mais de 200).
Mas não. A Veja prefere atacar o governo com algo que nem ele mais teme. Por que? Ora, Lula já não é mais o presidente, Marcos Valério está preso por vários outros crimes e os Ministros e políticos envolvidos já não estão mais no governo, Dirceu inclusive. Dilma e o PMDB Nacional hoje é quem dão as cartas junto com o PSB, e não me parece que o PT, que anda se fortalecendo sem aparecer demais - vale lembrar que nenhum de seus políticos hoje tem grande exposição no partido, fora Haddad que concorre à Prefeitura -  então me parece não apenas inoportuna, mas também sem resultado prático nenhum. A própria população já está cansada do tema. Ou seja, é um duplo erro estratégico: não defende a revista e tampouco ataca o governo.

Eu poderia pensar que é desespero, mas creio que outro dos comentaristas entendeu a mensagem: não podendo atacar Cachoeira ao ligá-lo ao governo - o que poderia complicar ainda mais sua situação - nem Demóstenes - que aparentemente possui força imensa na revista (embora tenha ouvido ontem em Brasilia, ao conversar com um colega que trabalha lá, que na capital ele está sem força nenhuma e completamente desesperado) -, a revista optou por requentar um assunto já sem apelo nenhum e colocá-lo na capa, quando a população inteira discute quem é Demóstenes e como ele se tornou amigo do bicheiro (quer saber se a população sabe de algum tema? Pergunte aos taxistas. Se mais de um tocou no assunto, é porque o tema está na boca do povo - e isso aconteceu comigo e 4 das 5 vezes que tomei taxi nas duas últimas semanas - isso sem contar os jornais tablóides - Expresso, Agora, Meia-Hora - que também tem jogado materiazinhas sobre o tema, expondo os envolvidos e levando a informação ao dito "povão").

Na minha opinião, é mais uma prova que a revista não só perdeu a mão, mas também a própria inteligência.


sábado, 14 de abril de 2012

O medo da Revista Veja (1)


 


Por foo
Comentário ao post "A capa da Veja"
Eu li o artigo da Veja, e só tenho uma observação: a Veja quer enterrar a CPI, custe o que custar.
O caso Cachoeira pega diretamente o senador Demóstenes Torres (DEM/Goiás), o governador Marconi Pirilo (PSDB/Goiás), o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB/GO) e o editor-chefe da revista Veja, Policarpo Jr.
A primeira reação da mídia, diante do escândalo, foi tentar envolver todo mundo: Agnelo (PT/DF), Protógenes (PCdoB/SP), e a construtora Delta -- que, segundo a imprensa, "faz negócios com o Governo Federal" -- convenientemente omitindo o fato de que a Delta faz negócios com todas as esferas do governo, em diversos estados, inclusive São Paulo!!!
Notícias recentes da Folha, do Estadão, e da Globo, dizem que a CPI preocupa a Dilma e setores do PT; quando os mais preocupados, obviamente, devem ser o DEM e o PSDB.
Mas vamos assumir que as acusações sejam verdadeiras, e que Agnelo, Protógenes, e o próprio Governo Federal estejam envolvidos no escândalo. Este seria, sem dúvida nenhuma, o maior escândalo da história recente do país. Maior do que o mensalão, que segundo a Veja foi "o maior escândalo de corrupção da história do país".
A Veja não quer investigação, e usa todos os artifícios que têm à sua disposição para isso: apela para a PT-fobia, para o "risco para a liberdade de expressão", para a imagem de Hitler e Mussolini... nenhum recurso é deixado de lado no objetivo de demonstrar, por A+B, que a CPI será péssima para o Brasil.
Vamos a alguns trechos do artigo (em negrito, intercalado com meus comentários):
"Com o julgamento do mensalão pelo Supremo a caminho, os petistas lançam uma desesperada ofensiva para tentar desviar a atenção dos crimes cometidos por eles no que foi o maior escândalo de corrupção da história brasileira"
Mas quem está fazendo "uma desesperada ofensiva para desviar a atenção dos crimes cometidos" é a própria Veja. (Apenas como exemplo, além dos mais de 200 telefonemas entre Policarpo e Cachoeira, agora temos evidências de que a gravação do Hotel Nahoum -- naquela fatídica capa contra "o poderoso chefão" José Dirceu -- foi feita pelo bicheiro.)
E a Veja continua, dizendo que "o PT espera desmoralizar na CPI todos que considera pessoal ou institucionalmente responsáveis pela apuração e divulgação dos crimes cometidos pelos correlegionários no mensalão — em especial a imprensa."
A imprensa não precisa do PT para se desmoralizar. Ela tem feito isso por conta própria.
"Esse truque funcionou na União Soviética, funcionou na Alemanha nazista, funcionou na Itália fascista de Mussolini, por que não funcionaria no Brasil?". E responde: "Bem, ao contrário dos laboratórios sociais totalitários tão admirados por petistas, o Brasil é uma democracia, tem uma imprensa livre e vigilante"
O Brasil é uma democracia, e a liberdade de imprensa não está sob ameaça. Qualquer um pode escrever o que quiser, e sites na internet começam a dar furos em tempo real -- antes mesmo que as revistas possam chegar às mãos dos assinantes. Isso não significa que a imprensa possa se associar ao crime, ocultar a existência de uma quadrilha por 8 anos em troca de informações privilegiadas, obtidas de maneira ilegal, e promover membros desta quadrilha a "mosqueteiros da ética".
O delírio prossegue: "Uma CPI dominada pelo PT e seus mais retrógrados e despudorados aliados é o melhor instrumento de que a falconaria petista poderia dispor — pelo menos na impossibilidade, certamente temporária para os falcões, de suprimir logo a imprensa livre, o Judiciário independente e o Parlamento."
Aqui a Veja deixa bem claro -- na sua opinião, a CPI é um instrumento para suprimir a imprensa livre, o judiciário independente, e o parlamento. É um instrumento para transformar o Brasil em um ditadura. É uma simplificação grosseira -- como outras que aparecem no artigo -- com o objetivo de causar um mal-estar com relação à CPI.
A essa altura o leitor típico de Veja deve estar pensando: "esta CPI é um perigo!"
"Enquanto o triunfo final não vem, os falcões petistas vão se contentar em usar a CPI para desmoralizar todos os personagens e forças que ousem se colocar no caminho da marcha arrasadora da história, que vai lançar ao lixo todos os que atacaram o PT e, principalmente, seu maior líder, o ex-presidente Lula."
O mais curioso, de acordo com a tortuosa lógica da Veja, é que -- mesmo que a rede de corrupção de Carlinhos Cachoeira seja "suprapartidária", isto é, envolva diretamente o PT -- esta CPI seria de interesse do partido.
"Lula viu na CPI a oportunidade política de mostrar que todos os partidos pecam. Que todos são farinha do mesmo saco e, por isso mesmo, o mensalão não seria um esquema de corrupção inaudito, muito menos merecedor de um rigor maior por parte do Judiciário e da sociedade. Para os petistas, apagar a história neste momento é uma questão de sobrevivência."
Questão de sobrevivência? A presidenta Dilma tem o maior índice de aprovação de toda a história do país, superando até mesmo o Lula; a oposição está desorientada; a própria Veja diz que o PT estaria caminhando rumo ao poder absoluto. Por que esta seria uma "questão de sobrevivência"? O artigo da Veja não consegue manter-se auto-coerente; a única coisa que está perto de se extinguir é a credibilidade da revista.
"É tamanha a ânsia de Lula e dos mensaleiros para enterrar o escândalo que, se preciso, o PT rifará o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, que também aparece no arco de influência dos trambiques da máfia do jogo."
É tamanha a ânsia da Veja para enterrar a CPI que, se preciso, deixará o petista Agnelo Queiroz livre, junto com Cachoeira, Demóstenes, Pirilo, Leréia, e, é claro, o editor-chefe da revista, Policarpo Jr.
Para defender Policarpo, sem citar o seu nome, a revista diz: "A oportunidade liberticida que apareceu agora no horizonte político é tentar igualar repórteres que tiveram Carlos Cachoeira como fonte de informações relevantes e verdadeiras com políticos e outras autoridades que formaram com o contraventor associações destinadas a fraudar o Erário."
É uma simplificação grosseira. Policarpo Jr. fez muito mais do que apenas usar Carlos Cachoeira como fonte. Ele usou e foi usado. Durante mais de 8 anos, em mais de 200 telefonemas gravados e reuniões presenciais, Policarpo Jr ajudou a promover os interesses da quadrilha, enquanto a quadrilha satisfazia os interesses da Veja.
A Veja sabia das relações de Demóstenes com Carlinhos Cachoeira, e nunca falou nada. Ou melhor: enalteceu Demóstenes, chegando ao ponto de dizer que ele era um dos "mosqueteiros da ética" do senado. A Veja também ajudou a melar uma CPI contra Cachoeira em 2004. Em troca, Cachoeira foi responsável por inúmeros "furos" da revista, em gravações ilegais que envolviam terceiros.
Mas a Veja prossegue com a seguinte lição sobre a ética jornalística:
"Os petistas acham que atacar o mensageiro vai diminuir o impacto da mensagem. Pelo que disse Marco Maia, eles vão tentar mostrar que obter informações relevantes, verdadeiras e de interesse nacional lança suspeita sobre um jornalista. Maia não poderia estar mais equivocado. Qualquer repórter iniciante sabe que maus cidadãos podem ser portadores de boas informações. As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido. A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Isso é básico."
Se Cachoeira tivesse feito gravações de suas conversas com Demóstenes e Pirilo, isto estaria dentro da ética jornalística.
Mas Cachoeira fez gravações contra terceiros -- pessoas que não estavam envolvidas com eles. Para citar um exemplo, hoje sabemos que as filmagens no Hotel Nahoum foram obra da quadrilha. A reportagem de capa de Veja foi ironicamente intitulada "O Poderoso Chefão".
A Veja tinha acesso ao verdadeiro "chefão" -- e nunca falou nada.
A Veja teve acesso a todas as informações sobre a máfia de Goiás e nunca denunciou o esquema.
Durante 8 anos a Veja usou e foi usada por Carlinhos Cachoeira. E é por isso que estão com medo.  Mas não é só isso:
"Motivo mesmo para uma CPI seria investigar os milionários repasses de dinheiro público que o governo e suas estatais fazem a notórios achacadores, chantagistas e manipuladores profissionais na internet. Fica a sugestão."
A Veja está com medo porque não controla mais a informação. Se a CPI sair, não haverá como filtrar as informações.
Viva os blogs sujos!
Re: O medo da Veja
Milicos de pijamas não terão mais sossego em suas camas! Comissão da Verdade já!









 todos querem falar com Dilma, menos Obama




Viva a internet!

Lula de volta aos braços do povo



Hoje o presidente Lula retornou aos braços do povo, na inauguração do primeiro Centro Educacional Unificado (CEU) de São Bernardo do Campo, que tem o nome de Regina Rocco Casa, em homenagem à mãe da D. Marisa Letícia.

Lula agradeceu à homenagem prestada pelo prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, e falou que “a mãe da Marisa, como tantas outras mães, são daquelas figuras anônimas que ajudaram a construir São Bernardo do Campo”.

A presidenta Dilma também foi lembrada. Lula disse que ela estaria no evento não fosse a viagem à Colômbia para participar da Cúpula das Américas, e completou: “Eu acho que a Dilma é outra coisa boa que aconteceu pro país ... Assim como eu provei que não precisa de uma pilha de diploma para governar e saber cuidar de pobre, a Dilma vai provar que a mulher não tem nada de inferior ao homem”.

Lula, que ainda faz exercícios de fonoaudiologia para a voz, disse esperar, em 15 ou 20 dias, estar liberado para se dirigir aos companheiros e companheiras de todo Brasil e ”ajudar o nosso partido a continuar crescendo e elegendo pessoas como o Marinho, como o Fernando Haddad, como o Oswaldo, como o Mário Reali, como Grana, e como tantos que nós temos que eleger no Brasil inteiro”.
A senadora Marta Suplicy (PT), que lançou o programa dos CEU's quando foi prefeita São Paulo, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, Lula, D. Mariza, o ex-ministro da educação Fernando Haddad com a esposa.

Capa sem-vergonha da Veja joga fumaça para abafar CPI do Cachoeira e da Privataria Tucana



Êta capinha sem-vergonha essa da revista Veja!

Haja cara-de-pau! É a revista que está fazendo cortina de fumaça para abafar seu próprio rolo com a organização criminosa de Carlinhos Cachoeira.

Quer dizer que se depender da revista não se pode apurar mais corrupção nenhuma no Brasil, pois o monopólio do noticiário tem que ser só o surrado "mensalão"?

A revista Veja quer passar mais 20 anos com a notícia de uma nota só do "mensalão" para abafar a CPI do Cachoeira, a CPI da Privataria Tucana, e todo tipo de corrupção tucana e da própria imprensa corrupta, até prescrever seus crimes.

Quando pensamos que a revistinha iria trazer na capa pelo menos a "novela Agnelo" que o Jornal Nacional vem dramatizando para intimidar o PT... mas nem isso ela teve coragem, porque afinal acabaria reforçando a necessidade de uma CPI para esclarecer tudo sobre os tentáculos de Carlinhos Cachoeira.

Essa capa é uma vergonha perante seus próprios fãs que tem mais de dois neurônios, pois mostra confissão de culpa de estar enrolada até o pescoço com a quadrilha de Cachoeira, e ainda se acovarda perante seus fãs demotucanos ao fugir da briga, não atacando petistas na CPI do Cachoeira.

Aliás, republicar notícia de 2005, só reforça a idéia de que a revista ficou acéfala em seu denuncismo, com a prisão do pauteiros Carlinhos Cachoeira, e dos arapongos sargento Dadá e Jairo Martins.

A única explicação para essa capa sem-vergonha é DESESPERO!

Quem tem medo da verdade sobre o "mensalão"?

- O fato jornalístico novo no "mensalão" são as declarações do ex-prefeito de Anápolis Ernani de Paula. Vejam bem que são declarações de quem tinha a mulher como suplente do senador Demóstenes Torres, portanto conhecedor dos bastidores das articulações políticas goianas. O que justifica a velha imprensa ter dado tanta ênfase à entrevista de Roberto Jefferson quando inventou o termo "mensalão", e nenhuma ênfase na entrevista de Ernani de Paula, que revela as origens do grampo nos correios?




Detalhe: Ernani de Paula não é nenhum petista. Além de ex-correligionário de Demóstenes, foi  sócio do ex-ministro tucano de FHC, Pimenta da Veira, teve uma fazenda usada como locação para novela da TV Globo, e foi amigo de juventude de Aécio Neves, inclusive já dividiram apartamento em Belo Horizonte, quando Tancredo foi governador de Minas.

- A entrevista de Ernani de Paula não "mela" propriamente o mensalão, mas traz fatos novos que todo o mundo jornalístico tem obrigação de se interessar para esclarecer a verdade. A entrevista, obviamente não apaga a existência de Marcos Valério da história, mas traz fatos novos das tramas e tramóias políticas. Por que ter medo de descobrir a verdade? Por que desmascara tucanos e veículos da imprensa.

- O "mensalão" não precisa "melar". Ele já está melado de nascença. Ali construiu-se um enredo que não existe. Pegou-se diversos ilícitos soltos de diversos políticos, inclusive o valerioduto que era "pau para toda obra" de caixa-2 de campanha, dinheiro de Daniel Dantas e outras coisitas mais, inclusive tucanas em sua maioria, e jogaram tudo num balaio só como se fosse um inexistente sistema único de compra de votos parlamentares. É como se pegasse vários delitos de políticos do PSDB e denunciasse Sergio Guerra, Aécio Neves, FHC, José Serra, Geraldo Alckmin por formação de quadrilha.

- O "mensalão" já passou pela CPI dos Correios e dos Bingos, processos nos Conselhos de Ética, devassa da Polícia Federal, CGU, Receita Federal, já foi denunciado pelo Procurador-Geral da República e o processo já está correndo no STF e será julgado. Já teve milhares de reportagens e "reporcagens" a respeito, e terão outras, sim, inclusive tendo que admitir a inocência de quem sairá inocentado. Mas noticiar isso não impede ninguém de noticiar nem de abrir CPI do Cachoeira, da Privataria Tucana, das propinas na Suíça para da Alstom e Siemens para tucanos paulistas, de noticiar o mensalão do Eduardo Azeredo (do PSDB mineiro), etc.

- A não ser os demotucanos e o PIG (*) com interesses eleitoreiros na urgência em julgar o "mensalão" em ano eleitoral para produzir manchetes a serem exibidas no horário eleitoral gratuito, há muito mais urgência de interesse público (inclusive para reaver bilhões desviados) em cobrar do STF a reabertura dos processos da operação Satiagraha, da Castelo de Areia, das propinas da Alstom e Siemens para tucanos paulistas, de apurar as roubalheiras na Privataria Tucana, coisas que nuncas sofreram uma devassa, pelo contrário, fazem tudo para abafar, ao contrário do que ocorreu com o "mensalão".

(*) PIG: Partido da Imprensa Golpista.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O gosto do próprio veneno



Provarão do próprio veneno?!Provarão do próprio veneno?!
As manchetes dos jornalões dizem tudo, deixam escancarada a tática para abafar ou tumultuar o maior escândalo de corrupção já visto na história recente do país, por envolver um senador da República. O plano que está sendo levado em ação é tão simples que parece ter sido improvisado - se não há mais jeito, se as provas contra o nosso querido Demóstenes são incontestes, vamos tentar implicar quem a gente puder, mas principalmente quem é da base do governo, na sujeira espalhada por Carlinhos Cachoeira.

E assim fazendo, vale tudo, qualquer trecho de conversa entre uma autoridade e pessoas ligadas ao esquema criminoso, nem que seja o mais inocente bom dia.

O que importa é o título da matéria: "Gravação da PF revela que fulano está implicado com esquema de Cachoeira".

Notem bem o uso das palavras. São todas fortes, para não deixar dúvida de que a bobagem que vem a seguir no texto é algo sério, comprometedor, definitivo. "Gravação", "PF", "esquema"...

Com o mínimo de competência, o redator transforma qualquer notícia idiota e despretenciosa numa bomba.

Atira-se para todos os lados, de todos os jeitos, com a intenção de fazer o maior número de vítimas, para desviar o fogo do alvo principal.

É uma estratégia desesperada, de quem foi pego de surpresa na ilicitude.

E, pior, revela que todos esses arautos da moralidade - a imprensa, obviamente, incluída - no fundo não querem que nada mude no país, preferem mesmo que ele continue sendo terrenos fértil para o cultivo da corrupção, entre tantos outros males.
Se estivessem mesmo dispostos a combater essa praga, como vivem apregoando, teriam, neste momento, uma atitude muito mais séria, muito mais responsável.

Em vez disso, preferem usar o velho expediente de acusar sem provas e condenar sem  julgamento as pessoas que elegem como inimigas.

É o assassinato de reputações, tão execrável quanto o verdadeiro.

Esse indivíduos se esquecem, porém, de um detalhe trivial: ao agir desse modo estão validando uma guerra sem regras, e assim o fazendo, dão permissão a seus inimigos para se valer das mesmas armas contra eles.

A vida está cheia de exemplos disso. Demóstenes foi apenas um a mais que experimentou o seu próprio veneno. Outros, com tanta ou maior eloquência, com tanto ou superior desprezo pelo antagonista, com tanta ou maior arrogância, com tantas ou até mais fortes frases de efeito que se tornam sentenças condentaórias, certamente também serão, um dia, pegos na mentira.

E aí, terão de se calar, de enfiar o rabo entre as pernas, e sair de cena, mudinhos.

Crônicas do Motta
Eu espero sinceramente que não apenas a Veja e os jornalões sejam pegos na mentira, como principalmente a Globo... O que estão fazendo nos telejornais beira o ridículo, numa tentativa de envolver o governador Agnelo Queiroz de Brasília, com base em nada com coisa nenhuma... É esperar pra ver, a CPMI vem aí!!!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

PT x PSDB (LULA x FHC): Quem é quem na apuração de resultados?




Depois de um debate acalorado no Facebook com o "fake" Ladislau C. Javinsky (que deve ser o Farinha) e ter que aturar mais dois cidadãos de carne e osso - Rodrigo Stultz e o Dr. Elvio Leonardi, afirmando que o Lula só "surfou" nas conquistas perpetradas pelo FHC e na maré montante da economia mundial, tive que levantar alguns dados para contrapor essa tese que, sinceramente, nunca me convenceu.

Se for para falar de crises, temos que levar em conta o Tsunami de 2008 - que aqui no Brasil foi uma marolinha por conta das ações tomadas pelo governo Lula, e obviamente teremos que ainda que apurar como foi a "herança maldita" legada pelo governo do PSDB ao governo PeTista em 2003.

Uma herança tão indesejável, diga-se de passagem, que nem mesmo o candidato Serra logrou defender.

Mas para evitar dúvidas sobre isso, nada como apresentar dados concretos e indiscutíveis sobre as diferenças de política econômica e ações administrativas implementadas pelos dois governos e os resultados obtidos... Aí vai a "tabelinha" extraída do estudo “Economia Brasileira em Perspectiva” – 14ª Edição Especial - de fevereiro de 2002, produzido pelo Ministério da Fazenda, portanto, números oficiais.

Veja e analise a "tabelinha comparativa" abaixo, as conclusões são por sua conta:

PIB


2002 – US$ 500 bilhões

2012 – US$ 2,6 trilhões, o que faz do Brasil a SEXTA economia do Mundo

PIB per capita

2002 – US$ 2,8 mi

2012 – US$ 13,3 mi

Obs: em ambos os casos o PIB Brasil se multiplicou por cinco.

Produção de automóveis

2002 – 1,8 milhão de unidades

20111- 3,4 milhões de unidades

Obs: O que faz do Brasil o sexto maior produtor mundial

Safra de grãos

2002 – 96,8 milhões de toneladas

2011 – 163 milhões

Obs: Campeão mundial na produção de cana e vice campeão mundial na produção de soja

Taxa de investimento sobre o PIB

2002 – 16, 4%

2012 – 20,8%

Investimento Estrangeiro Direto

2002 – US$ 16,5 milhões

2011 – US$ 66,6 bilhões

Obs: 4º Lugar no mundo em ingressos de IED

Inflação – IPCA

2002 – 12,5%

2012 – 4,7%

Desemprego

2002 – 12,9%

2011 – 4,7

OBS: Entre 2002 e 2011 o governo Lula criou 18 milhões de postos de trabalho

Formalização do trabalho

2002 – 45,5%

2011 – 53,2%

Salário Mínimo nominal

2002 – R$ 200

2012 – R$ 622

Obs: Ganho real: 66%

Coeficiente de Gini, que mede a desigualdade de renda (quanto mais perto de 1, pior)

2002 – 0,589

2011 – 0,541

Obs: Queda de 8,9%

Taxa de pobreza (Classe “E” no total da população)

2002 – 26,7%

2012 – 12,8%

Classe C sobre total da população

2002 – 37%

2012 – 50%

Número de matrículas no ensino profissional

2002 – 565 mil

2012 – 924 mil

Percentual da força de trabalho com 11 anos ou mais de estudo

2002 – 44,7%

2012 – 60,5%

Bolsas de Mestrado e Doutorado no Capes e CNPq

2002 – 35 mil

2010 – 74 mil

Em fase de implementaçãoaté o início de 2013 – 105 mil

Títulos em doutorado

2002 – 6.894

2012 – 13.304

Dívida externa

2002 – US$ 165 bilhões

2011 – US$ – 79,1 bilhões

Reservas Internacionais

2oo2 – US$ 36 bilhões

2012 – US$ 353 bilhões

Exportações

2002 – US$ 60 bilhões

2011 – US$ 256 bilhões

Juros – taxa Selic

2002 – 25% aa

2012 (31 janeiro) – 10,50% (Março) - 9,75% / provavelmente 8% até o final do ano.

Taxa que o Brasil paga em título vendido no exterior

2002 – 12,6% aa

Janeiro de  2012 – 3,5% aa

Dívida do setor público sobre o PIB

2002 – 60,4%

2012 – 36,9%

% da dívida indexada à taxa de cambio

2002 – 45,83%

dez 2011 – 21,89

Despesas de pessoal

2002 – 4,8% do PIB

2012 – 4,4% do PIB

Obs: esse último dado é para calar a boca de qualquer PSDbista que venha com o papo de choque de gestão...


Será que agora eles entenderam Dilma?!Será que agora eles entenderam Dilma?!

Então é isso! Viva o PT!!!