segunda-feira, 4 de junho de 2012

Brasil tem menor taxa de juros da história

Em decisão histórica, taxa de juros cai a 8,5% ao ano
O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) anunciou nesta quarta-feira a redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic. Com a decisão, a taxa caiu de 9% para 8,5% ao ano - a menor em toda a história.

Além de atingir o piso histórico da taxa, a divulgação de hoje é a primeira em que foi detalhado como votou cada um dos sete membros do comitê, decisão baseada na Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor no último dia 16. A decisão foi por unanimidade.

domingo, 3 de junho de 2012

Veja e Cachoeira unidos contra a CPI 'inferem' que Gilmar foi tiro no pé



Se a calúnia ao presidente Lula perpetrada pela revista Veja na semana passada tivesse tido sucesso, o ministro do STF, Gilmar Mendes seria capa nesta semana e daria entrevista nas páginas amarelas.

Mas foi tiro no pé, a "reporcagem" serviu para provocar polêmica e aborrecimentos ao presidente Lula, mas acabou queimando a imagem de Gilmar Mendes, e ainda reforçou os boatos relacionados a ele com a turma de Cachoeira, principalmente porque a revista manteve uma parceria editorial informal com o bicheiro e seus arapongas.

Além disso queimou nomes da oposição, como Aécio Neves (PSDB-MG), que deixou cair a máscara de moderado, para revelar-se uma ardilosa serpente traiçoeira com veneno escorrendo pelo canto da boca. Ficou ao lado de Gilmar Mendes tentando faturar politicamente e escolheu se declarar inimigo público de Lula, ao apoiar uma ação sem-vergonha na justiça, assinada pelo PSDB, para cassar e aprisionar o presidente Lula, como a ditadura fez quando ele ainda era líder sindical.

José Serra (PSDB-SP) também entrou em processo de combustão. Telefonou à Nelson Jobim, para envolvê-lo na arapuca da revista Veja contra Lula, o que acabou vindo ao conhecimento público. E acabou a semanda entrando no olho do furacão com o escândalo dos "60% para Serra" no Rodoanel, e das pressões de Paulo Preto sobre o Dnit para estourar o orçamento da obra.

Com tanto estrago, a capa da Veja acertou em cheio: Um tiro no pé.


A revista tenta dissimular, ao querer direcionar o tiro no pé para o PT. Assim ela retoma sua parceria em objetivos editorais comuns com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, pois ambos não queriam a CPI e fazem tudo para detoná-la.

A CPI não foi um tiro no pé do PT, e sim da oposição demotucana, da Veja e da Globo, pois jamais acabará pizza. Só o que já revelou até agora já valeu sua instalação. Mal começou e o cardápio não é de pizza, e sim de batatas assando, de Marconi Perillo, Policarpo, Eumano, Época, Civita, José Serra, Paulo Preto, e é só questão de tempo para a fila dos bicudos andar rumo a Siqueira Campos (PSDB-TO), Anchieta Júnior (PSDB-RR), Beto Richa (PSDB-PR), Simão Jatene (PSDB-PA) e outros.

sábado, 2 de junho de 2012

Listão dos inimigos públicos nº 1 de Lula, que querem 'acabar com a raça' dele



Se dependesse desses políticos e partidos abaixo, o lugar de Lula seria aprisionado numa cela e incomunicável com o povo, igual ficou Nelson Mandela na África Sul por 27 anos.

PSDB, DEM, PPS, o PSOL, e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) usaram a torpeza de moveram ação com a finalidade de "acabar com a raça" de Lula no tapetão do judiciário, usando uma "reporcagem" torpe da revista Veja, alavancada por Gilmar Mendes, para fazer uma espécie de AI-5 contra Lula.

A lista dos inimigos públicos nº 1 de Lula, que querem 'acabar com a raça' dele:

Assinaram a representação torpe para cassar e aprisionar Lula:

Alvaro Dias e o deputado Bruno Araújo e Mendes Thame, assinando por todos doPSDB;
José Agripino Maia, assinando por todos do DEM;
Rubens Bueno,  assinando  por todos do PPS;
Randolfe Rodrigues,  assinando todos do PSOL;
Jarbas Vasconcelos, assinando só por ele mesmo, dissidente do PMDB

Os líderes dos partidos representaram seus caciques, que endossaram a trama:

Aécio Neves (PSDB-MG)
José Serra (PSDB-SP)
ACM Neto (DEM-BA)
Soninha Francine (PPS-SP)
Beto Richa (PSDB-PR)
Simão Jatene (PSDB-PA)
Siqueira Campos (PSDB-TO)
Anchieta Junior (PSDB-RR)
Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL)
Geraldo Alckmin (PSDB-SP)
Anastasia (PSDB-MG)
Marconi Perillo (PSDB-GO)
Duarte Nogueira (PSDB-SP)
Antonio Carlos Leréia (PSDB-GO)
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
etc.
e todos os demais membros do PSDB, DEM, PPS e PSOL que não se manifestaram publicamente contra essa torpeza de golpismo safado e sem-vergonha.

E não adianta quererem negar, porque quem não teve coragem de assinar, também não deu um pio contra o docuento, pelo contrário, o PSDB até emitiu nota oficial falando em nome do partido e da oposição.

Todos políticos destes partidos estão no mesmo barco dos que querem 'acabar com a raça' de Lula de maneira torpe.

Eis o AI-5 demotucano e psolista contra Lula:

http://s.conjur.com.br/dl/representacao-oposicao-ex-presidente1.doc

Se queriam jogar para a platéia, 190 milhões de brasileiros da "platéia" vão ficar sabendo quem quer cassar e aprisionar Lula em conluio com a revista Veja, ligada ao bicheiro Cachoeira.

Vamos espalhar para todo mundo.

Vamos todos registrar na nossa listinha para nunca mais esquecer esses nomes e essas siglas que são inimigos públicos nº 1 de Lula e de lulistas.

Quem gosta de Lula, que digam um NÃO a esses nomes e siglas, na hora que vierem sorrir na TV ou dar tapinha nas costas pedindo voto. Quem não gosta de Lula que sigam esses golpistas e suas tropas da elite arcaica de Veja, Globo, Folha, Estadão, Gilmar.

Quem gosta de Lula, que vote em quem não quer acabar com a raça dele.

E não adianta depois virem pedir "desculpas" como fez ACM Neto quando disse que daria uma "surra" em Lula, pois ele é reincidente, quando o presidente de seu partido assina esse lixo.

Nem adianta vir dizer que não é bem assim, que "é as idéias que brigam", como fala Aécio Neves em público, mas age traiçoeiramente desta forma nos bastidores, como uma cascavel venenosa, pois seus líderes Álvaros Dias e Bruno Araújo assinaram esse lixo, e seu afilhado político Rodrigo de Castro (PSDB-MG) assinou nota à imprensa comunicando esse lixo em nome do partido.

Aécio Neves endossa "acabar com a raça de Lula"

Também não venham fazer propaganda enganosa, durante a campanha eleitoral, dizendo que são amigos de Lula desde criancinha, como a campanha de José Serra quis fazer em 2010.

E nem venham dizer que fazem "oposição responsável" como José Agripino Maia, que nada tem de responsável querer cassar Lula com base em "reporcagens" da revista Veja.

Adversários políticos podem ser respeitáveis, quando travam um debate franco e de peito aberto, por mais duro que seja. Há gente do PSOL, por exemplo, que era assim. Mas a assinatura de Randolfe Rodrigues nesse lixo, desmoraliza todo o partido.

Quando os projetos e ideologias brigam com efervescência, causa até admiração em adversários, mesmo com discordâncias. Até denúncias sérias são respeitáveis, pois a vida republicana precisa de constante depuração. Mas golpismos sem-vergonha só merecem repúdio, e nos fazem descartar até mesmo como segunda opção política, em casos de segundo turno.

Os demotucanos (incluindo os do PSOL) levam surra nas urnas, e querem dar o golpe no tapetão do judiciário, para acabar com a raça do presidente Lula e de seu legado.

Avisem aos demotucanos que a ditadura já acabou

Lula já ficou preso mais de um mês, na ditadura, pela afronta de se rebelar contra o arrocho salarial aos trabalhadores, para engordar os lucros de multinacionais remetidos para o exterior ou de empresários ricaços brasileiros que usavam a máquina repressiva da ditadura para explorar o trabalhador.

Dilma também já ficou presa na ditadura por rebelar-se contra a repressão a qualquer manifestação política nas ruas ou em partidos que desagradasse os ditadores e seus puxa-sacos como José Agripino Maia e o avô de ACM Neto.

Nenhum destes demotucanos e psolistas tem sequer moral para atacar Lula, ainda mais em defesa da revista Veja e do ministro do STF Gilmar Mendes.

Fizeram as suas escolhas e escolheram ficar do lado de Gilmar Mendes, Veja e Cachoeira. Que fiquem com eles.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

PAULINHO PINHEIRO, O PEQUENO TALENTO DO ARROCHA

Quem disse que tamanho é documento? Pra aqueles que acreditam nessa teoria,taí uma prova de que nada disso é verdade. Afinal, esse baixinho bota pra quebrar!







Demóstenes, em seu último ato, revela a farsa do ‘mensalão’

Fofocas são criadas por invejosos, espalhada por tolos e aceitas por idiotas!
Demóstenes Torres, com vários quilos a mais, ainda no tempo em que posava de defensor da moral e dos bons costumes


A guilhotina, durante a Revolução Francesa, era extremamente nervosa. Milhares perderam a cabeça por questões minúsculas, se comparadas ao que se assiste hoje nos julgamentos do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, no Judiciário, e de seu cúmplice no Senado,Demóstenes Torres. Sem a menor desfaçatez, Demóstenesdá de ombros, desdenha dos brasileiros ao presumir como uma questão menor, com os valores que o levaram à cadeira dos réus perante o Conselho de Ética da Casa mais alta do Parlamento, o fato de um criminoso condenado pagar-lhe a conta do telefone, entre outras contas mais de que ainda não se têm notícia. Em um julgamento político, cada um dos “R$ 30 ou R$ 50″ que custaram cada mensalidade do rádio, usado para se comunicar com a gangue, transforma-se em milhões de bofetadas na face da Nação.
Fato é que a Polícia Federal chegou ao ninho das vespas e o país, cada eleitor, cada brasileiro, resolveu correr o risco e terminar com a infestação. Não importa se há zangões no Supremo Tribunal Federal (STF), governadores corruptos em Estados da Federação, empresários endinheirados à custa dos cofres públicos e jornais, revistas e jornalistas preparados pela organização criminosa para vender o caos em troca de um novo golpe contra o governo eleito. Esta parcela, a ínfima parte da população representada por cada um dos envolvidos na fabricação de uma cortina de fumaça para os olhos do Brasil, à qual integram os mesmos algozes da democracia durante os Anos de Chumbo, está hoje nas páginas dos inquéritos em andamento, nas escutas telefônicas realizadas com a autorização da Justiça, nos autos dos processos que seguem adiante, no tortuoso rito das cortes penais.
Ministros, parlamentares e alguns governadores, aninhados na certeza da impunibilidade, aplicaram golpes milionários sim, mas a aparência de normalidade que buscam passar por atos torpes, de menor importância para verdadeiros atentados criminosos, o semblante de coitado, carola recém-devoto, insone fariseu no pântano da maledicência, esta atitude mereceria, por si mesma, levar quem a adota ao caminho que Luís XV percorreu tempos atrás, embora este o tenha feito com a altivez que falta às personagens da ópera bufa ora em serviço. Se lhes respeitaria muito mais a coragem, caso empunhassem a bandeira da insolência e do escárnio com que trocavam mensagens, cifradas no pueril código dos ladrões, com os risos escancarados nos telefonemas de parabéns por mais um assalto bem sucedido ao Erário, na sebenta troca de amabilidades entre os ímpios, após arrastar os nomes de seus inimigos na lama do esgoto que corre pelas páginas dos meios de comunicação de que são sócios. Assim, teriam o direito a uma despedida honrosa, ao invés da lenta dissecação, em vida, pela qual passarão até o último de seus dias.
Vem o ainda senador Torres cotejar o sofrimento da família dele ao seu próprio, diante dos pares, como se isso fosse argumento, desculpas para a sordidez com que enganou, mentiu e, em segredo de polichinelo, urdiu contra o país e a ordem democrática, em seu proveito próprio e de seus cúmplices. Agora, quando não conta mais com o escudo da moralidade e a armadura dos bons costumes, dos quais se autodeclarava prócer e campeão, despido de qualquer autoridade moral, preferiu o ato contrito à ferocidade com a qual detratou todos aqueles que ousaram se insurgir contra o império que, por décadas, manteve ajoelhadas as instituições nacionais. Parece mais claro, neste momento, descerrado o pano em seu último ato, o enredo da peça infame que deu origem ao processo ora em curso no STF. Esclarecem-se, diante desta pífia audiência do canastrão, as reais intenções daqueles que desenharam a cena habitada por corruptores maquiavélicos, prestes a transformar o Brasil na República dos iníquos. Tatuaram as próprias intenções na pele de seus detratores e, com ajuda profissional de bandidos travestidos em jornalistas, popularizaram em folhetins, com o título de ‘Mensalão’, as caricaturas dos homens públicos que o país elegeu, exatamente para extirpar todos eles, a casta que aqui governava desde o golpe de 64.
Caiu por terra, nesta terça-feira, a casa de caboclo que armaram contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vários de seus ministros, entre eles o chefe da Casa Civil, José Dirceu. Ficou evidente o nível de interação entre as camadas que bradavam palavras de Liberdade e Justiça àquelas máfias formadas para sustentar os jatinhos e convescotes animados nas capitais europeias. Está escancarado, para quem quiser ver, o atrevimento da camarilha que ora se esfacela. Encerra-se, na lastimável performance do ex-líder da extrema direita, a falseta de um discurso que pecou contra os seus princípios. Mas é preciso ir adiante e, no rastro do bufão que entreteve a audiência dos telejornais, nesta noite, algemarem a mão que controla, ainda agora, os títeres abandonados à própria sorte, ainda que contem com o auxílio luxuoso dos mais caros advogados do país.
Gilberto de Souza é jornalista, editor-chefe do Correio do Brasil.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O crime perfeito nas páginas da Veja



Se Gilmar Mendes dissesse, sem meias palavras, que Lula ofereceu proteção na CPI do Cachoeira em troca de adiar o julgamento do "mensalão", como escreveu a revista Veja,  poderia ser processado por crime de calúnia.

A pena poderia ser de 6 meses a 2 anos na Papuda, de acordo com o código penal.

Por isso, não surpreendeu seu recuo, e o desmentido às acusações graves contidas na revista Veja, quando concedeu entrevista à Globonews, em Manaus.

Então quem deveria passar 2 anos na Papuda é o editor da revista Veja, inclusive com as declarações de Gilmar na Globonews desmentindo as acusação da Veja, servindo como prova para condenação.

Mas com a frouxidão de nosso sistema judiciário, que confunde liberdade de imprensa com imprensa inimputável, nada disso acontece.

O crime de calúnia no Brasil, se cometido na imprensa e por simpatizantes dos demotucanos, tornou-se um crime perfeito.

A matéria da Veja usa de um biombo para publicar calúnias, escapando de ser condenada.

Oficialmente, não foi Gilmar Mendes quem concedeu entrevista para Veja. A matéria da revista teria sido apurada reconstituindo diálogos com diversos "interlocutores" de Gilmar, e muitos falando em off, inclusive dois senadores (quem sabe um deles não seja o Demóstenes Torres).

A revista diz que Gilmar havia confirmado, mas confirmado o quê? A única frase na revista atribuída à ele é "Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula". Nada que comprometa judicialmente, e nada que autorizasse a revista a imputar crimes à Lula.

Eis o truque: Gilmar teria falado a interlocutores, que teria falado à Veja em "off", e a Veja diz ter confirmado com Gilmar (mas só a perplexidade).

Jornalismo decente teria feito a pergunta clara e objetiva: "Houve proposta de proteção na CPI em troca de adiamento do mensalão, como seus interlocutores dizem?" Se Gilmar não confirmasse, como não confirmou na Globonews, a revista não poderia publicar uma acusação destas, como publicou, construindo um texto ardiloso para enganar o leitor como se Gilmar tivesse confirmado tudo o que está escrito, e sem se comprometer juridicamente.

(Ressalte-se que Gilmar Mendes poderia ter desmentido no sábado, se quisesse evitar que o boato da calúnia se espalhasse, mas optou por deixar que se espalhasse mesmo, com as mais diversas versões, e só desmentiu na segunda-feira).

Logo, oficialmente, não foi Gilmar quem caluniou, não foi "A", nem "B", e nem a revista assume a autoria, atribuindo a uma fonte em "off" que diz ter ouvido de Gilmar Mendes. Qual fonte? A revista Veja esconde-se atrás do biombo do sigilo da fonte, para poder publicar a calúnia, sem revelar quem caluniou.

De certa forma, ao que tudo indica, a parceria Veja-Cachoeira também usava esse modus operandi. Oficialmente havia a relação fonte-revista. Extra-oficialmente havia interesses escusos de derrubar desafetos de cargos, inclusive eleitos, interferir em eleições através de escândalos pré-fabricados, e bombardear concorrentes empresariais.

O código penal é claro:

Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.
§ 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

A liberdade de imprensa, e de expressão, é plena e não cabe falar em retorno de censura. Cada um publica o que bem entende, mas convenhamos que, se uma revista publicar fotos de pedofilia recebidas em "off", seu editor irá preso, e a revista recolhida imediatamente. Ninguém falará que a liberdade de imprensa foi afrontada, nem que houve censura, pois o que se estaria fazendo é combater um crime.

Então por que o mesmo não vale com outros crimes publicados na imprensa, como de calúnia, formação de quadrilha para atividades clandestinas, etc?

terça-feira, 29 de maio de 2012

Veja & Gilmar Mendes: a arte de espalhar boatos sem ser processado




Causou muito barulho uma matéria publicada na revista Veja que acusa, na versão da revista, o ex-presidente Lula de "pressionar" o ministro do STF, Gilmar Mendes, para atrasar o processo do "mensalão" em troca de "blindar Gilmar na CPMI do Cachoeira".
A estória já é inverossímil nos termos narrados pela revista, e o ex-ministro Nelson Jobim (PMDB), testemunha da conversa, já desmentiu ter havido qualquer pressão ou negociação de blindagem.Mas há uma malandragem por trás do texto, para espalhar boatos, minimizando riscos de processos e desmoralização do ministro envolvido.
A matéria é uma narrativa do repórter, não é uma entrevista com Gilmar Mendes. O repórter narra "o que ficou sabendo" ao ouvir "interlocutores" do ministro do STF. Ou seja, as graves acusações não saíram da voz do ex-ministro, e sim dando um volta, ouvindo diversas pessoas a quem Gilmar teria contado, e "reconstituído" a história a partir dos retalhos ouvidos de cada pessoa.
A única frase que aparece como se fosse pronunciada pelo próprio Gilmar Mendes foi: "Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula".Ou seja, se interpelado, Gilmar só precisa confirmar que ficou perplexo, e que entendeu ter ouvido insinuações despropositadas. Nada que gere consequências. 
O resto é tudo por conta da Veja. E a Veja, se interpelada, também pode recorrer ao sigilo da fonte, mas revelar o que teria colhido ou inventado na "rádio corredor" sabe-se lá de onde.Enquanto isso, enquanto boatos e versões corriam durante o fim de semana, Gilmar Mendes em pessoa tomou "um chá de sumiço". Não foi encontrado para nenhuma entrevista para falar do assunto.
Quem atendeu à imprensa foi a testemunha do encontro, Nelson Jobim. Desmentiu ao jornal Estadão, depois desmentiu ao jornal "O Globo" na coluna de Moreno, que, ironicamente (ou cinicamente, não se sabe), disse que tentou falar com Gilmar, mas não conseguiu. Apenas conseguiu falar com "uma amiga" dele, que teria "confirmado" o que está na revista.
E Moreno diz que, entre o desmentido na própria voz de Jobim e o silêncio Gilmar, ficava com a segunda versão (!) pois achava a voz de Jobim "estranha" e o silêncio de Gilmar, uma confirmação de que sua versão seria a verdadeira (!).No jornal "O Globo", em nova matéria "apurada" por Moreno, vê-se que tomou gosto pela ironia e cinismo. Ele conta uma estória tão surreal que é óbvio que é para ser lida do avesso.
O ponto alto é este trecho:"... Convém esclarecer, também, que tudo isso e o que se segue foram reconstruídos seguindo os rastros das conversas que o ministro Gilmar Mendes passou a ter com vários interlocutores sobre o ocorrido". – No texto ainda deixa escapar o nome do líder do DEM no senado, José Agripino Maia.
Nos próximos dias, Gilmar Mendes seguirá sob os holofotes. Os boatos e versões correram, e a repercussão deles também. Depois do desmentido de Jobim, se chamado às falas por seus colegas do Supremo, já que a imagem do próprio STF está exposta, poderá se safar dizendo que só falou a referida frase acima. O resto é versão da revista ou dos interlocutores ouvidos pela revista.
Convenhamos que no "jornalismo" da velha imprensa brasileira existe sim o "crime" perfeito". Pelo menos de calúnia e difamação.