segunda-feira, 7 de maio de 2012

TV Record mostra esquema da revista Veja com Carlinhos Cachoeira





O programa "Domingo Espetacular" da TV Record mostrou o esquema da revista Veja com a organização criminosa do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Eis o resumo:

Documentos da PF mostram que Veja atendia a interesses de Cachoeira:
Escutas telefônicas gravadas com autorização da Justiça revelaram uma ligação sombria entre o chefe de um esquema milionário de jogos ilegais, Carlinhos Cachoeira, e a maior revista semanal do Brasil, Veja. As conversas mostram uma relação próxima entre o contraventor e Policarpo Júnior, diretor da revista em Brasília (DF). Segundo documentos da Polícia Federal, Cachoeira teria passado informações que resultaram em pelo menos cinco capas da Veja, além de outras reportagens em páginas internas, publicadas de acordo com interesses do bicheiro e de comparsas. Trata-se de uma troca de favores, que rendeu muitos frutos a Carlinhos Cachoeira e envolveu a construtora Delta. O escândalo pode levar Roberto Civita, presidente da empresa que publica a Veja e um dos maiores barões da imprensa do País, a ser investigado e convocado para depor na CPI. 


A Record e a Carta Capital são os únicos órgãos da chamada grande imprensa que estão noticiando o uso da imprensa por Cachoeira.

domingo, 6 de maio de 2012

Revista Veja volta ao topo dos TT’s do Twitter com #VejaPodreNoAr.


Twitter hashtag
NAUFRÁGIO NO ESGOTO
O Chefe de Redação
Pela terceira vez em pouco mais de duas semanas a revista Veja chega ao primeiro lugar dos trending topics como o assunto mais comentado no Twitter em todo o mundo.
O protesto dos ativistas começou com a hashtag #VejaBandida; depois prosseguiu com #VejaGolpista; e, neste sábado, o movimento emplacou #VejaPodreNoAr.
A discussão, agora, passa a ser: até que ponto uma marca poderá resistir a tantos ataques provocados por tanta degradação no envolvimento com o crime organizado?
A mobilização cresce a cada semana e tende a continuar fermentando enquanto a publicação da Editora Abril não encarar de frente a discussão que dela se cobra.
Até que ponto é legítima a relação com fontes criminosas que se valem desse mesmo relacionamento para ampliar seus negócios e interesses políticos?
Até que ponto se deve estimular a indústria da arapongagem, premiando autores de filmes e fitas ilegais com reportagens que atendem a seus interesses?
Hoje se sabe que o mensalão foi uma farsa montada pela máfia do bicheiro Carlinhos Cachoeira para se vingar de membros do governo Lula, que atrapalharam seus negócios ilícitos.
A revista se associou à conspiração criminosa com o objetivo de levar o ex-presidente ao impeachment, através de matérias mentirosas e sensacionalistas.
Recentemente, o ator global José de Abreu revelou ao Blog da Cidadania que Roberto Civita estaria decidido, abertamente, a derrubar o governo Dilma.
Quando eclodiu o escândalo, logo que caiu a máscara de probidade do então senador pelo DEM de Goiás, Demóstenes Torres, vazou a informação — que a Veja e o resto da grande mídia insistiram em ignorar! — que havia mais de 200 telefonemas trocados entre o editor Policarpo Júnior e a quadrilha de Cachoeira, sobretudo com o próprio.
Somando os fatos, pode-se concluir que a revista Veja e seus rottweilers travestidos de “colunistas” e “blogueiros” até aqui abusaram da sorte, destaca o blogueiro Eduardo Guimarães.
Enfim, pelo que já vazou sobre o conjunto da obra da Operação Monte Carlo, os teleguiados de Roberto Civita e o próprio estão metidos até o pescoço no esquema mafioso.
Na Inglaterra, aconteceu coisa muito menos grave. Só que essa discussão foi levada a sério por jornalistas e parlamentares britânicos.
Rupert Murdoch, o maior empresário de comunicação do mundo, teve de depor numa CPI e um jornal centenário – o News of the World – saiu de circulação.
Neste fim, de semana, Veja foi também o tema de capa da revista Carta Capital e Roberto Civita foi comparado a Rupert Murdoch, considerado indigno de liderar meios de comunicação na Europa.
É uma comparação, para quem conhece Roberto Civita, que em outros tempos o envaideceria. Mas hoje alimenta o temor de que ele venha a ser convocado pela CPI do Cachoeira.
Capa da revista Veja
Com Brasil 247

terça-feira, 1 de maio de 2012

Pronunciamento da Presidenta da República, Dilma Rousseff, pelo Dia do Trabalho



O trabalhador tem o direito de usufruir tudo que o seu país produz, diz Dilma Rousseff

Blogueiro Sujo no Poder - Brizola Neto é o novo ministro do Trabalho


Blogueiro sujo assume Ministério. Suja, Brizola !

O deputado federal Brizola Neto vai assumir o Ministério do Trabalho
O deputado federal Brizola Neto vai assumir o Ministério do Trabalho
O Palácio do Planalto confirmou nesta segunda-feira 30 a nomeação de Carlos Daudt Brizola, o Brizola Neto, como novo ministro do Trabalho. Ele chega à Esplanada para substituir Paulo Roberto Santos Pinto, que estava ocupando o cargo de forma interina há cinco meses, desde a saída de Carlos Lupi, em meio a uma onda de denúncias contra sua gestão.
A escolha, aparentemente, não teve o aval do PDT, o partido de Brizola Neto, que comanda a pasta desde o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Lideranças do PDT, como o líder na Câmara André Figueiredo (CE) e o secretário-geral Manoel Dias, afirmaram que seu nome foi “escolha pessoal” da presidenta Dilma Rousseff. Ao confirmar o nome de Brizola Neto, Dilma disse, em nota, ter confiança de que ele “prestará grande contribuição ao país”. Segundo informações do Palácio do Planalto, a posse do novo ministro deverá ocorrer na quinta-feira (3), às 11h. Segundo o texto, a presidenta agradece a colaboração do ex-ministro Carlos Lupi e do ministro interino Paulo Roberto Pinto “na consolidação das conquistas obtidas pelos trabalhadores brasileiros nos últimos anos”.
A decisão foi tomada depois de uma reunião durante a manhã entre o presidente do PDT, Carlos Lupi, a presidenta da República, Dilma Rousseff, e o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
Aos 33 anos, Brizola Neto é o mais jovem ministro do governo. Neto do ex-governador Leonel Brizola (morto em 2004), ele nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e está no seu segundo mandato como deputado federal pelo Rio de Janeiro. “O nome que carrego é uma bandeira. É um símbolo para milhões de pessoas que sonham com um Brasil diferente, com um Brasil com justiça, com trabalho, com progresso para nosso povo. Defender este país é ser nacionalista; defender este povo é ser trabalhista. E lutar por isso a vida inteira, sem jamais esmorecer, é ser Brizola”, define-se o parlamentar em uma autobiografia publicada em seublog na internet.
Mesmo sem conseguir uma vaga na Câmara nas últimas eleições parlamentares, em 2010, Brizola Neto voltou ao Congresso como suplente do deputado Sergio Zveiter (PSD). Ligado ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), Zveiter deixou a Câmara para assumir a Secretaria de Trabalho e Renda do Rio, cargo que anteriormente era ocupado por Brizola Neto.
Em 2009, Brizola Neto foi líder do PDT na Câmara. Na sua trajetória política, exerceu ainda o cargo de vereador pelo município do Rio de Janeiro, em 2004. No seu blog, ele diz que começou sua vida política, aos 16 anos, ao lado do avô.
Brizola Neto dedica boa parte dos textos publicados na internet para defender as investigações de irregularidades envolvendo o empresário de jogos ilegais Carlos Augusto Cachoeira, o Carlinhos Cachoeira. Além disso, ele apoia a candidatura do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, à reeleição e critica parte da imprensa, a qual considera tendenciosa.
*Com informações da Agência Brasil

sábado, 21 de abril de 2012

Uma revista para idiotas, feita por idiotas

Com Cachoeira preso, mais uma capa da Veja sem denuncismo


Com sua "fonte" presa, a revista Veja volta-se contra os "baixinhos".


O clone do Prof. Hariovaldo (*) dá o ar de sua graça de novo, no título: "Cristina Kirchner rumo ao abismo populista".

Ah! Uma menção à CPI do Cachoeira. Mas nada de falar sobre os 200 telefonemas do redator-chefe da revista, Policarpo Júnior, nem da previsível convocação para depor do dono, Roberto Civita. A revista desvia o tema apenas para a empreiteira Delta.

Cabe lembrar que a revista ajudou Cachoeira e Claudio Abreu (ex-executivo da Delta) a fazer denúncias contra a diretoria do DNIT para derrubá-la, quando foi do interesse do grupo.

O leitor da revista deve estar atônito. Na semana passada a CPI seria um malefício para desviar do chamado "mensalão", uma cortina de fumaça. Nesta semana a CPI teria utilidade pública: haveria muito o que investigar na Delta.

(*) fictício personagem de humor, reacionário de extrema-direita.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A primeira investigação sobre a imprensa na história do Brasil


CPI do Cachoeira, CPI da empreiteira Delta, CPI do Agnelo… A mídia passou dias e dias construindo versões sobre o foco que terá a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que ela mesma disse que não sairia porque, pasme-se, “o governo” teria “medo” da investigação.
As ameaças dos meios de comunicação de inverterem o foco da CPMI e de jogá-lo contra os partidos da base aliada e contra o governo Dilma de fato surtiram algum efeito. Parlamentares de todos os partidos se preocuparam. Mas a preocupação decorreu da campanha midiática. Ponto.
Todavia, essa investigação tem tanta chance de se voltar para a relação da Veja com o esquema Cachoeira quanto contra qualquer outro alvo.
Jornalistas de alguns grandes meios de comunicação, sobretudo os da Folha de São Paulo, começaram a tocar no assunto como este blog previu que fariam. Ao tratarem das relações da Veja com Cachoeira, dizem o óbvio: criminosos podem, sim, ser fontes da imprensa.
Alguns desses jornalistas reconhecem que tiveram contato com Cachoeira e explicam que foram contatos fortuitos, o que os torna explicáveis. Agora, no caso da Veja, não. São CENTENAS de ligações e sabe-se lá quantos encontros presenciais.
Quando um jornalista fala com uma fonte criminosa uma vez, cinco vezes, dez vezes, é uma coisa. Quando fala CENTENAS de vezes, é casamento.
Eis, aí, o potencial da CPMI que transpareceu da clara resposta que, ao aprová-la maciçamente, o Congresso deu a uma imprensa que dizia que o Poder Legislativo abafaria o caso. E esse potencial é o de, pela primeira vez na história, a imprensa sentar-se no banco dos réus.
Uma fonte muitíssimo bem informada me diz que anda por volta de mais de duas centenas de parlamentares o contingente deles que tem a imprensa atravessada na garganta. E claro que dirão que isso ocorre porque são todos corruptos que temem o trabalho da imprensa livre, blábláblá.
O fato, porém, é o de que as gravações da Operação Monte Carlo revelam que ao menos no caso da Veja não se trataram de relações fortuitas com uma fonte, mas de um crime continuado.
Não há mera relação entre imprensa e uma fonte que possa assim ser caracterizada diante da descoberta de que aquele veículo falava várias vezes por semana, durante anos, com um criminoso, e de que a quadrilha desse criminoso deu TODAS as matérias que o veículo publicou contra o PT.
A Veja argumenta, literalmente, que a relação que mantinha com Cachoeira era a mesma que os criminosos mantêm com a Justiça quando optam pela “delação premiada”. Ora, então a pergunta é uma só: se a delação é premiada, que prêmio a revista ofereceu a Cachoeira em troca de suas denúncias contra o PT?
Parlamentares petistas, peemedebistas, comunistas, pedetistas e de quantos partidos se possa imaginar não assinaram essa CPI à toa. Há um clima no Congresso para que venham à tona os métodos que setores da imprensa brasileira usam.
Isso porque todos têm muito claro que uma imprensa que se alia a determinado grupo político e usa seu poder e até concessões e dinheiro público para fazer luta política, é uma imprensa que não serve a ninguém além de seus proprietários e aos políticos amigos deles.
A CPMI aprovada pela esmagadora maioria do Congresso terá um viés inédito na história da República. Será a primeira vez que o país irá esmiuçar o comportamento do dito “quarto Poder”. E já fará isso tarde. Depois dessa investigação, o Brasil nunca mais será o mesmo.

Fonte: Blog da Cidadania